Caso Henry: perícias complementares são iniciadas em apartamento onde menino morava

Paolla Serra
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Peritos do Instituto Médico-Legal (IML) e do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), além de policiais da 16ª DP (Barra da Tijuca), chegaram, por volta de 14h, ao apartamento 203, do bloco I, do condomínio Majestic, no Cidade Jardim, na Zona Oeste do Rio. O imóvel, interditado judicialmente, está à disposição dos investigadores por um mês para que realizem, a partir desta segunda-feira, dia 29, as perícias complementares do inquérito que apura a morte de Henry Borel Medeiros, de 4 anos, na madrugada de 8 de março.

O menino morava no local com a mãe, a professora Monique Medeiros da Costa e Silva, e o namorado dela, médico e vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho (Solidariedade), desde novembro do ano passado. Por volta de 19h20 do dia 7, Henry retornou ao prédio após passar o fim de semana com o pai, o engenheiro Leniel Borel de Almeida.

Imagens do circuito interno do condomínio mostram a professora descendo do apartamento pelo elevador para buscar o filho. Ao receber de Leniel o menino, que está chorando e vomitando, Monique o leva a uma padaria próxima.

Alguns minutos depois, Monique retorna ao condomínio Majestic com Henry no colo. Nesse intervalo, Jairinho também desce para procurar pela namorada. Os dois então retornam ao imóvel. No elevador, o parlamentar chega a fazer carinho no menino, que permanece com a cabeça baixa nos braços da mãe.

De acordo com o depoimento prestado na 16ª DP pela professora, às 20h ela colocou Henry para tomar banho e, logo depois, para dormir na cama que dividia com o vereador. O casal então teria ido assistir a uma série na televisão e, às 3h30, teria encontrado o menino caído no chão do quarto, com mãos e pés gelados e olhos revirados. A professora disse acreditar que o filho possa ter acordado, ficado em pé sobre a cama e de desequilibrado ou até tropeçado no encosto da poltrona.

Eles então levaram Henry ao Hospital Barra D’Or, mas de acordo com as três médicas pediátricas que o atenderam, o menino já chegou morto a unidade de saúde e com as lesões descritas no laudo de necropsia, que mostram que menino sofreu hemorragia interna e laceração hepática e seu corpo apresentava equimoses, hematomas, edemas e contusões.

Na última sexta-feira, foram apreendidos os celulares de Monique, Jairinho e Leniel. As medidas foram deferidas pelo II Tribunal do Júri, que também estabeleceu ainda a quebra de sigilo telefônico e telemática dos três, a interdição do imóvel e a permanência de um policial militar na porta do apartamento 24 horas.