Caso Henry: Presos há duas semanas, Dr. Jairinho e Monique permanecem isolados

Paolla Serra
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Presos temporariamente por policiais da 16ª DP (Barra da Tijuca), no início da manhã de 8 de abril, a professora Monique Medeiros da Costa e Silva e do médico e vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho (sem partido), mãe e padrasto do menino Henry Borel Medeiros, permanecem isolados 14 dias após dar entrada no sistema prisional do Rio, através da Cadeia Pública José Frederico, em Benfica - prazo estabelecido pela Secretaria estadual de Administração Penitenciária (Seap) para o protocolo de combate ao coronavírus.

Isso acontece porque Monique foi diagnosticada com a Covid-19, na última segunda-feira, e permanece no Hospital Penitenciário Hamilton Agostinho, no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio. De acordo com o laudo da tomografia computadorizada realizada por ela no Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, ao qual o GLOBO teve acesso exclusivo, 5% dos pulmões dela estão comprometidos pela doença.

Monique testou positivo em um exame PCR feito no Instituto Penal Ismael Sirieiro, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, onde estava presa desde então. Em nota, a Seap informou que ela está recebendo atendimento médico e só retornará a unidade quando apresentar melhora em seu quadro de saúde.

Já Jairinho permanece ocupando a cela C3 do Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, no Complexo de Gericinó, conhecido como Bangu 8. Na última sexta-feira, ele procurou atendimento médico também no Hospital Penitenciário Hamilton Agostinho, onde relatou sentir dores de cabeça, tontura e um quadro de ansiedade. O vereador foi medicado e, ao retornar a unidade, entrou em nova quarentena por mais 14 dias.

O espaço em que ele está tem seis metros quadrados, um beliche de alvenaria preso a parede, um vaso sanitário, uma pia e um chuveiro, e passou por uma sanitização antes de sua chegada. A cela chegou a receber, em junho do ano passado, Fabrício Queiroz, ex-assessor e ex-motorista de Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ). Atualmente, Bangu 8 possui 70 presos, divididos em cinco galerias. Todos têm diploma de curso superior ou têm envolvimento em investigações da operação Lava Jato.

Na galeria de Jairinho, está o ex-policial militar Flavio Melo, que cumpre pena por tráfico e associação para o tráfico e chegou a ser investigado por ser o segurança particular de Sérgio Cabral no Presídio Frederico Marques. Na galeria E, está o ex-governador.