Caso Kathlen: 24 horas depois da morte, Castro se mantém em silêncio

·2 minuto de leitura
Reprodução/Instagram

O governador do Rio, Claudio Castro, ainda não se manifestou sobre a morte da jovem Kathlen Romeu no Complexo do Lins. Após mais de 24hrs do ocorrido, a assessoria do governo ainda não tem previsão para um pronunciamento oficial. 

Nesta manhã, Castro esteve em dois compromissos oficiais, mas sem dar declaração sobre a morte da jovem grávida, que foi baleada durante um confronto policial. 

A Segurança pública é um dos trunfos do governador que já está de olho nas eleições do ano que vem. As declarações de Castro sobre o tema tem sido de apoio total às ações policiais mesmo aquelas que resultam em mortes, como foi o caso da Chacina do Jacarezinho. 

Um dia após esta operação, as avaliações positivas sobre o governo cresceram nas redes sociais. Informações obtidas pela jornalista Mônica Bergamo mostraram que o número de menções positivas do governante passaram de 12% para 41% após a ação no Jacarezinho.

Testemunha diz que PM matou Kathlen: 'Não existiu troca de tiros'

Uma moradora do Complexo do Lins que estava no momento em que a jovem Kathlen Romeu, de 24 anos, foi morta, afirmou que os disparos partiram de um policial. A testemunha prefere não ser identificada por medo de represália dos agentes da UPP do Lins, mas contou que não havia no momento da morte nenhum confronto entre policiais e bandidos, diferente da versão oficial divulgada até o momento.

"Eu estava na hora exata, eles (os policiais) já estavam escondidos dentro da comunidade desde as 6h da manhã. Não havia confronto, o que tinha eram as crianças e moradores circulando pela favela", afirmou a testemunha ao Yahoo Notícias.

Ela contou também que viu quando Kathlen e sua avó estavam descendo a rua da comunidade e, ainda segundo ela, pararam para combinar com um rapaz também morador do local de subir com as compras do mercado que iam fazer na sequência.

“Quando elas seguiram em frente, os policiais desceram do carro já atirando. Não houve troca de tiros, outras pessoas só não foram atingidas também porque Deus não permitiu. Só depois que ela foi baleada que os agentes perceberam o que tinham feito, chamaram reforço e colocaram a Kathlen na viatura, mas não queriam que a avó fosse junto no carro”, contou a moradora.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos