Caso Kathlen: o que falta elucidar sobre morte de jovem grávida no Rio de Janeiro

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  • PMs que participaram de ação que vitimou a jovem já foram ouvidos pela polícia

  • Jovem de 24 anos estava grávida de 4 meses e foi atingida durante ação da PM no Complexo do Lins

  • Agentes alegam que reagiram a um ataque de bandidos no local; família contesta

As circunstâncias da morte da designer de interiores Kathlen Romeu, de 24 anos, ocorrida na última terça-feira, no Complexo do Lins, na Zona Norte do Rio, ainda estão cercadas de mistério. Enquanto a Polícia Militar sustenta uma versão para o que aconteceu para resultar na morte da jovem, que estava grávida de quatro meses, parentes dela fazem questionamentos e afirmam não acreditar numa troca de tiros entre os agentes da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da comunidade e criminosos que atuam na região. 

A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) já ouviu PMs que afirmam terem participado de um confronto e recolheu armas que estavam com eles. 

Veja o que ainda falta saber sobre a morte de Kathlen: 

O local da morte foi realmente preservado? 

PMs dizem que sim, mas agentes da Delegacia de Homicídios não encontraram vestígios quando chegaram ao Lins

Há alguma testemunha do momento em que a jovem foi baleada?

Até esta quinta-feira, ninguém foi localizado 

Leia também:

Quantos PMs atiraram? 

Cinco deles teriam feito disparos, mas 21 armas ao todo foram apreendidas

De quem partiu o disparo que atingiu Kathlen? 

Os PMs negam que tenha sido um deles por falta de ângulo para acertar a designer no local onde ela caiu

Por que os PMs apresentaram na DHC munição intacta? 

Além de estojos de munição deflagrada no suposto confronto, foram levadas para a delegacia balas intactas de pistola calibre 9mm e de fuzil calibre 5.56

Quem são os bandidos que teriam trocado tiros com os policiais? 

A PM afirma que houve um tiroteio com criminosos após agentes da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Lins serem atacados 

Houve demora no socorro à jovem? 

A avó de Kathlen, Sayonara de Oliveira Lopes, disse que os policiais só levaram a neta ao hospital depois que ela gritou, pedindo para que eles parassem de atirar e ajudassem a jovem

Fuga da violência

A designer foi nascida e criada no Complexo do Lins. Há cerca de um mês, ela e os pais deixaram a comunidade por causa da violência. Os três foram morar numa casa no Engenho Novo, vizinho à favela. Na terça-feira, Kathlen voltou ao Lins para visitar a avó e almoçar com uma tia. Ela estava com Sayonara no momento em que foi atingida. Um laudo do Instituto Médico-Legal (IML) confirmou que foi um tiro no fuzil que matou a jovem e o filho que ela esperava.