Caso Kevin: mãe pede devolução de celular apreendido com funkeiro

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A dona de casa Valquíria Nascimento dos Santos, mãe do cantor Kevin Nascimento Bueno, o MC Kevin, solicitou a juíza Elizabeth Machado Louro, do II Tribunal do Júri, a restituição do aparelho celular apreendido com o funkeiro. Ela ainda aguarda o pedido de habilitação para assistente de acusação e para o não arquivamento do inquérito, cujas investigações concluíram que o artista sofreu uma queda acidental da varanda de um hotel na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, e que não há indícios de brigas, ações violentas e crimes no caso.

Caso Kevin: inquérito sobre morte de funkeiro é remetido ao tribunal do júri para decidir sobre arquivamento

Na petição, assinada pela advogada Flávia Fróes, Valquíria menciona a necessidade da realização de uma reprodução simulada do acontecido no quarto 502 do estabelecimento, na noite de 16 de maio, pois, segundo ela, os depoimentos colhidos das testemunhas são conflitantes entre si, “não oferecendo coerência suficiente para se poder deduzir, de forma racional e técnico científica, conclusões que se sustentem acima de dúvidas razoáveis”.

A dona de casa afirma, no documento, ser “precipitado e bem pouco deferente a ciência forense” o arquivamento do inquérito, pedido pelo promotor Marcos Kac, da 1ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Territorial da área Zona Sul e Barra da Tijuca. “Os resultados que se pretende produzir objetivos, ontologicamente e epistemologicamente, passíveis do devido controle técnico por parte dos agentes públicos, não configurando procrastinação da solução efetiva da questão factual posta”, escreveu.

Em fevereiro, Marcos Kac já havia se manifestado no sentido de que os depoimentos prestados na 16ª DP (Barra da Tijuca) e os laudos do Instituto Médico-Legal (IML) e do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) mostraram haver culpa exclusiva de MC Kevin, que estava sob efeito de álcool e drogas quando caiu da sacada.

O promotor pontuou que Kevin “após a notícia de que sua noiva (a advogada Deolane Bezerra) estaria lhe procurando, teria se dirigido à sacada do quarto de hotel, ultrapassado o guarda corpo da varanda, dependurando-se neste e ao dar um impulso com seu corpo sofreu a queda”. “Diante disto, nada mais justifica a mobilização da polícia judiciária na instrução deste procedimento inquisitorial”, escreveu, seguindo a conclusão do delegado Leandro Gontijo, titular da 16ª DP, já havia relatado o inquérito sugerindo seu arquivamento, em novembro do ano passado.

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