Caso Lázaro: MP quer prisão preventiva de suspeitos; advogado cita Covid e pede liberdade a fazendeiro

·2 minuto de leitura

BRASÍLIA - O Ministério Público de Goiás pediu à Justiça que o fazendeiro Elmi Caetano Evangelista, de 73 anos, e o caseiro Alain Reis Santana, permaneçam presos em razão da acusação de terem auxiliado Lázaro Barbosa, procurado há 17 dias pelas forças de segurança na região de Cocalzinho, em Goiás. A juíza Luciana Maia da Silveira irá decidir em audiência de custódia sobre o pedido.

Paralelamente, o advogado Ilvan Silva Barbosa, que representa o fazendeiro Elmi Caetano Evangelista, de 73 anos, protocolou na tarde desta sexta-feira, um pedido para que seu cliente possa responder às acusações de sua casa.

Ilvan Barbosa apresentou à Justiça alguns laudos médicos que indicam que Elmi sofre de diversas doenças. Segundo ele, Elmi sofre de diabetes,neoplasia no esôfago e câncer na costela, fazendo uso de medicação como Patoprazole Glibenclamida.

O advogado destacou ainda que, em razão da idade e das comorbidades, seu cliente se encontra no grupo de risco da Covid-19.

"Por todas estas razões e diante do exposto e arguido, diante das condiçõesprecárias dos presídios e a falta de atendimento médico especializado, e a necessidadede cuidado tratamento do flagranteado Elmi Caetano Evangelista, nascido em27/07/1947 (com 73 anos), para que sua enfermidade não se transforme em um malmaior bem como a pequena quantidade de droga apreendida, requer respeitosamente aVossa Excelência que se digne a conceder a prisão domiciliar", pediu o advogado.

O Ministério Público, por sua vez, afirmou que a prisão de ambos é necessária para a preservação da ordem pública e destacou que as buscas por Lázaro Barbosa tem mobilizado um número expressivo de policiais.

"Não se pode olvidar que o foragido Lázaro, ao qual os autuados prestaram auxílio,fez com que a rotina de Cocalzinho de Goiás fosse profundamente alterada e afetou a vida devárias pessoas gravemente, pois muitas delas tiveram que sair de suas casas, deixando otrabalho e o labor, por temor a esse criminoso", afirmou a promotora Gabriela Starling Jorge Vieira de Mello.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos