Caso Lázaro: ex-companheiras e ex-sogra são indiciadas por ajudar fugitivo

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  • Mulheres teriam fornecido abrigo e alimento

  • Operação de busca de Lázaro está sob sigilo de cinco anos

  • Outras duas pessoas já foram indiciadas

Três pessoas que supostamente ajudaram Lázaro Barbosa de Souza a fugir da polícia foram indiciadas pela Polícia Civil de Goiás. As acusadas são duas ex-companheiras do fugitivo e uma ex-sogra, que são suspeitas de favorecimento pessoal.

Além das três mulheres, o fazendeiro Elmi Caetano Evangelista, de 73 anos, e o caseiro de sua propriedade também foram indiciados por favorecimento pessoal e porte de arma de fogo.

O Delegado Cléber Martins, titular da 17ª Delegacia Regional da Polícia Civil, afirmou que outros dez casos foram arquivados.

"Nós tivemos na Polícia Civil de Goias treze inquéritos policiais envolvendo esse caso, dez deles foram concluídos e remetidos ao judiciário com sugestão de arquivamento, uma vez que só tinha o Lázaro como autor dos delitos".

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O delegado ainda explicou como foi feito o auxílio a Lázaro.

"Os elementos de provas colhidos no inquérito mostraram que elas de fato deram auxílio para que ele não fosse capturado pelas forças policiais. Tanto prestando informações para ele, dando guarita e alimentação, levando ele para locais, para esconderijos e sobretudo iriam propiciar a fuga definitiva dele."

Ele informou ainda que, por hora, não há indícios da participação de empresários e outros fazendeiros na fuga e crimes de Lázaro, mas a investigação ainda não terminou.

O fazendeiro Elmi Caetano deixou a prisão de Águas Lindas em 17 de julho e segue em prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica.

As operações de busca por Lázaro estão sob sigilo de Justiça por cinco anos.

Após invadir um sítio em Incra 9, em Ceilândia, no dia 9 de junho, onde assassinou quatro membros de uma mesma família, ele permaneceu foragido pela polícia por 20 dias. Suas buscas paralisaram centenas de agentes e recursos, além de equipamentos de alta tecnologia.

Sobre o sigilo, o delegado afirmou: "Foi uma decisão da direção da instituição, diz respeito apenas a dados administrativos e de inteligência estratégicos, pelo menos os dados de investigação no que diz respeito às investigações de Goiás não estão em sigilo".

Lázaro, que foi morto pela polícia no dia 28 de junho, em Águas Lindas de Goiás, era investigado por 30 crimes, cometidos nos estados de Goiás, Bahia e no Distrito Federal.

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