Caso Marcinho: parente de professora morta se revolta com Athletico por contratação: 'Indigno'

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O anúncio da contratação de Marcinho pelo Athletico gerou uma série de reações negativas nas redes sociais. O lateral-direito responde pelo atropelamento que matou os professores Maria Cristina José Soares e Alexandre Silva de Lima e por omissão de socorro. Em meio às críticas, contudo, uma possui carga mais dramática.

Em sua conta no Facebook, Regina Schöpke, parente de Maria Cristina, desabafou assim que soube da contratação. Ela criticou o Athletico e questionou o fato da contratação ter sido feita apenas três meses depois do episódio que resultou na morte dos professores e que ainda corre na Justiça.

"Marcinho, ex-Botafogo, este, com certeza, é o teu país!

Tão ou mais indigno do que matar um casal de professores do Cefet, atropelando-os depois de ingerir bebida alcoólica (com tudo já comprovado em vídeo), sem prestar socorro algum e sem mostrar qualquer pesar, é perceber que existe um clube de futebol que ainda o prestigia a menos de 3 meses da tragédia que você provocou em uma família"

Este é mesmo o paraíso de corruptos, ladrôes e assassinos!

Todos nós, familiares e amigos, que sentimos a falta da Cristina e do Alexandre, deixamos aqui clara a nossa indignação e aversão por um país em que o dinheiro compra tudo, o caráter, a dignidade, a verdade..."

Há um mês, o Ministério Público do Rio denunciou o então jogador do Botafogo por homicídio culposo na direção de veículo. O acidente aconteceu por volta de 20h30m do dia 30 de dezembro, quando o casal de professores atravessava a Avenida Lúcio Costa, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste.

De acordo com a denúncia, há ainda o agravante de Marcinho não ter parado para prestar socorro às vítimas. Durante as investigações do caso, feitas pela 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes), Marcinho alegou ter fugido do local do atropelamento com medo de ser linchado, já que constantemente recebia ameaças da torcida do Botafogo. Ele abandonou o seu Mini Cooper na Rua Professor Hermes Lima. Depois de ser periciado, o carro foi rebocado para a garagem do prédio onde mora o pai do lateral-direito.

As investigações mostram ainda que a “velocidade excessiva” do carro dirigido pelo atleta foi uma das causas do atropelamento. Ele trafegava a 98km/h ao passar pela altura do 17.170 da Lúcio Costa. Um vídeo do circuito interno de câmeras de segurança do restaurante Rei do Bacalhau, no Engenho de Dentro, Zona Norte do Rio, anexado ao inquérito, mostra Marcinho bebendo cinco chopes entre 11h e 13h30m do dia do acidente.

O contrato do lateral-direito com o Botafogo terminou no dia 31 de dezembro. Ele estava sem clube até o anúncio feito neste domingo pelo Athletico. O rubro-negro paranaense não informou o tempo de contrato.

— O Athletico era tudo que eu queria. Um clube com projeto, com ambição, que quer continuar conquistando grandes coisas, figurando no mais alto nível do cenário nacional e internacional. É também um grande clube e estou muito feliz e realizado de estar aqui. Quero corresponder às expectativas — declarou o jogador de 24 anos.

A repercussão negativa foi imediata. O nome de Marcinho tornou-se um dos assuntos mais comentados do Twitter. A grande maioria dos comentários são críticos à sua contratação.