Caso Miguel: 1 ano de luta por justiça

Na casa do alto de uma ladeira onde Miguel Otávio brincava, no Barro, Zona Oeste do Recife, moram uma mãe e uma avó que não cansam de cobrar: “Justiça por Miguel”. Há um ano, as ex-empregadas domésticas Mirtes Renata e Marta Alves lutam para que a responsável pela morte do menino de 5 anos, que caiu de um prédio de luxo do Recife em junho de 2020, seja punida. As lágrimas de saudade dividem espaço com os brinquedos e as lembranças dos dias felizes ao lado de Miguel. “Enquanto vida eu tiver eu vou estar aqui lutando pelo meu filho”, conta Mirtes. A estudante de Direito garante que levará adiante o legado que o seu filho deixou sobre a importância do cuidado com as crianças. “Miguel veio com essa missão, muitas coisas foram reveladas depois da morte dele como racismo e classismo, para que as pessoas tenham mais consciência”.

Mãe de Mirtes e avó de Miguel, Marta Alves ainda acorda sentindo que o neto vai entrar pela porta do quarto e pular na cama. O "nego nu", que ela fazia questão de garantir o plano de saúde, morreu há 1 ano quando foi deixado em um elevador pela patroa da avó e acabou caindo de um prédio do Recife. Desde então, mãe e avó buscam a responsabilização da culpada. A quietude de Marta não pode ser confundida com inércia. Ela e a filha Mirtes conversaram com a equipe da Alma Preta Jornalismo sobre o luto e a luta por justiça.

Confira a entrevista completa.

Roteiro e entrevista: Lenne Ferreira
Filmagem e edição: Débora Oliveira

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