Caso Miguel: entenda o pedido de rescisão da joia do Fluminense e os próximos passos da novela judicial

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A notícia de que Miguel Silveira, de 18 anos, não se reapresentou ao Fluminense basicamente colocou um ponto final na sua relação com o clube. De joia de R$ 235 milhões a um pedido de rescisão na Justiça, o meio-campista que já foi tratado como uma das maiores revelações do clube deve deixar Laranjeiras pela porta dos fundos. A situação chegou a este ponto após uma série de conflitos envolvendo familiares, dirigentes e desgaste interno.

O contrato de Miguel com o Fluminense é válido até 3 de junho de 2022, mas a renovação foi um dos pilares desta situação. Ainda em 2019, o jovem renovou vínculo após uma novela que demorou meses de negociação, teve sondagens de clubes europeus e o risco iminente de saída de graça para a Europa — a Juventus, da Itália, estava interessada.

Esse risco levou o Fluminense a aceitar algumas exigências de José Roberto Lopes, pai de Miguel e que gerencia a carreira do filho, com clausulas com bônus fáceis de serem atigindoss. O problema é que, a longo prazo, o entendimento é que isso faria o contrato ficar acima da realidade financeira do Fluminense e se transformou em uma bomba relógio.

Paralelamente, o desempenho nos treinamentos não agrava. Miguel tinha apenas 16 anos e não completou seu ciclo de desenvolvimento. Franzino, não conseguia se destacar nas atividades e virou opção para os vários treinadores que passaram pelo clube (Fernando Diniz, Odair Hellmann, Marcão e Roger Machado). Foi sugerido que ele voltasse para a categoria sub-20, o que foi recusado pelo atleta e pelo pai, o que fechou portas.

Minutos dados para Miguel

Fernando Diniz: nove minutos. Oswaldo de Oliveira: 0 minutos Marcão: 60 minutosOdair Hellmann: 503 minutosRoger Machado: 37 minutos

A busca por uma saída nos tribunais acontece após a insatisfação do pai de Miguel, que reclama do pouco aproveitamento do jogador desde a subida aos profissionais. Também há atritos com a antiga e atual gestão do Fluminense. Ele alega atraso de cerca de um ano no pagamento de um reajuste salarial previsto em contrato, além de não recolhimento de parcelas do FGTS. O processo corre em segredo de Justiça na 9ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro.

O Fluminense tem salários em dia com os jogadores e aguarda para estabelecer sua defesa.

Próximos passos

Agora, jogador e seu estafe aguardam a decisão do tribunal, onde pleitearam uma liminar com pedido de rescisão unilateral do seu vínculo atual. Caso consiga, Miguel estará livre para assinar com qualquer clube. Existe interesse de equipes do Brasil e de Portugal em sua contratação.

Mas se for derrotado, a tendência é que Miguel fique encostado ou seja vendido. Após 22 jogos com a camisa do Fluminense, Miguel não deve mais atuar pelo clube.

Destaque das categorias de base, o jovem era considerado uma das grandes joias do Fluminense nos últimos anos. pesar de ter idade para atuar no Sub-17, Sub-20 e Sub-23, Miguel não voltou à base depois de ser promovido.