Caso Miguel: vídeo mostra mãe e madrasta suspeitas de homicídio carregando mala; assista

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RIO - Imagens de câmeras de segurança flagraram a mãe e a madrasta de Miguel dos Santos Rodrigues, de 7 anos, carregando uma mala no começo da madrugada do dia 27 de julho. A criança está desaparecida desde essa data. De acordo com o delegado Antônio Carlos Ractz, da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, o corpo do menino estava dentro da mala.

As gravações registraram a mãe da criança, Yasmin Vaz dos Santo Rodrigues, de 26 anos, e sua companheira, Bruna Nathiele Porto da Rosa, de 23, caminhando pelas ruas de Imbé, no litoral do RS. Yasmin carregava a mala de mão, segurando pelas alças, durante todo o trajeto.

As duas foram indiciadas pelos crimes de tortura, homicídio e ocultação de cadáver. Elas estão presas após Yasmin ter confessado espancar, dopar o filho com um antidepressivo e o colocar numa mala, antes de lançá-lo em um rio da cidade. Bruna também está presa temporariamente.

A mãe da criança disse à polícia que o filho ficava de castigo dentro do armário por cerca de meia hora, e que tinha o hábito de agredi-lo como forma de punição. Foram achados cadernos com frases ofensivas que, segundo as investigações, eram copiadas pelo menino: "eu sou um idiota", "não mereço a mamãe que eu tenho", "eu sou ladrão", "eu sou ruim" e "eu sou um filho horrível". Além dos cadernos, a polícia encontrou ainda uma corrente que seria usada para manter a criança presa.

De acordo com a polícia, os crimes cometidos têm diversos agravantes. No caso da tortura, pesa o fato de a vítima ser uma criança. O homicídio foi caracterizado como duplamente qualificado por ter sido cometido mediante meio cruel e sem possibilidade de defesa. Neste caso, a pena também aumenta por se tratar de uma vítima menor de 14 anos.

Na última quinta-feira, um exame pericial confirmou sangue em uma camiseta infantil recolhida onde o menino Miguel vivia com a mãe e a madrasta.

De acordo com o delegado Antônio Carlos Ractz, que coordena as investigações, também foi identificado material biológico da criança em uma corrente metálica que estava no quarto e era usada para manter a criança presa.

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