Caso Robson: Em audiência, Justiça russa prorroga prisão preventiva até abril de 2021

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O caso da prisão do motorista Robson de Oliveira, de 48 anos, ganhou mais um capítulo em audiência ocorrida nesta quinta-feira, na Rússia. Detido no país desde 2019, o brasileiro teve a prisão preventiva prorrogada até abril de 2021. A situação está sob olhares do Governo Federal, porém, Robson pode completar dois anos de prisão no país. As informações são do Ge.

Segundo o portal, a defesa de Robson enviou uma tentativa de liberá-lo para aguardar o julgamento em liberdade com o pagamento de uma fiança de 10 milhões rublos (cerca de R$ 730 mil), que seria paga por Fernando. Contudo, a Justiça não aceitou devido ao detido não ter emprego ou moradia no país. Fernando, que atuava no país quando contratou Robson, atualmente joga no Benjin Guoan, da China.

AJUDA DE BOLSONARO POR LIBERTAÇÃO

O Governo brasileiro entrou de vez na luta para tentar libertar Robson Oliveira, ex-motorista do volante Fernando que está preso por entrar no país com medicamentos proibidos em mala que era destinada ao sogro do jogador. O senador Nelsinho Trad (PSD-MS) e a embaixadora Márcia Donner Abriu viajaram, nesta quarta-feira, à Rússia com uma carta oficial do governo para ser entregue a Vladimir Putin, presidente local.

A carta, assinada pelo presidente Jair Bolsonaro, pede reparamento da Justiça russa sobre a situação do brasileiro, que entrou no país e se complicou com a lei local por total desconhecimento, já que o medicamento tem uso permitido no Brasil.

O QUE DIZ FERNANDO
No começo de outubro, o jogador comentou a ajuda do presidente da República Jair Bolsonaro.

– Gostaria de agradecer o presidente Jair Bolsonaro por ter entrado publicamente na luta do #JustiçaPorRobson. Sabemos da complexidade da situação, mas temos certeza de que sua ajuda será fundamental para que consigamos provar a inocência do Robson. Espero que a postura do presidente inspire as pessoas a não julgarem a mim e minha família de forma errada, sem conhecimento dos fatos como eles realmente são – escreveu o jogador nas redes sociais.

Os medicamentos pertenciam a William Faria, sogro de Fernando. Na época, Robson alegou que não sabia o conteúdo mala, e que foi informado pela família do jogador que se tratavam de roupas e mantimentos. A Justiça local segue investigando o caso.