Caso Ronaldinho: ex-jogador e irmão iam ser naturalizados, mas não sabiam

Ronaldinho chega ao Palácio de Justiça de Assunção para depor (NORBERTO DUARTE/AFP via Getty Images)

O procurador Federico Delfino afirmou que foi solicitada a naturalização paraguaia de Ronaldinho e do seu irmão Assis no departamento de migrações do país. Os dois asseguram que não deram entrada em qualquer pedido - eles tiveram apreendidos passaportes paraguaios adulterados. O Ministério Público do Paraguai disse que vai investigar um grande esquema que envolve funcionários públicos e pessoas do setor privado. As informações são do site paraguaio "ABC".

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Delfino acrescentou que há ordem de prisão de outras duas pessoas após o início das investigações do caso da documentação adulterada. Entre elas um funcionário público, que, dias atrás, apresentou uma série de documentos à Direção de Migrações do país para solicitar a naturalização dos dois.

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As duas pessoas com ordem de prisão apresentaram vários documentos no órgão, como certidões de nascimento. Por isso, a Procuradoria está investigando de onde veio toda a documentação usada no pedido de naturalização.

Já foram detidas as duas mulheres cujas numerações dos passaportes lhes pertencem. Elas fizeram os documentos no órgão responsável e depois os entregou a Wilmondes Sousa Lira. Ele teria participado da adulteração e depois dado a documentação ao ex-jogador e seu irmão. O empresário brasileiro, que acompanhava a dupla no aeroporto, também foi detido.

Ele disse que pegou os passaportes no Paraguai e os entregou a Ronaldinho e Assis no Brasil. Os irmãos contestaram essa versão e disseram que só receberam os documentos no aeroporto em Assunção.

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