Caso Yoki: Biografia não autorizada revela traumas de infância de Elize Matsunaga

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"Casei com uma prostituta e meu casamento é um programa sem fim". Era assim que o empresário Marcos Matsunaga falava sobre seu relacionamento com Elize Matsunaga aos amigos, até ser morto e esquartejado pela esposa em 2012. Esse e outros detalhes da relação conturbada são contados pelo jornalista Ullisses Campbell na biografia não autorizada “Elize Matsunaga: a mulher que esquartejou o marido” (Ed. Matrix ), que chega às livrarias na próxima sexta-feira, dia 20.

Campbell passou a investigar as vidas de Elize e Marcos em 2019, depois de finalizar a biografia de Suzane von Richthofen, condenada em 2006 pelo assassinato dos próprios pais. Para reconstituir a história do casal, o jornalista entrevistou 83 pessoas, sendo 35 cafetinas e trabalhadoras do sexo que conheceram Elize quando ela era garota de programa ou que tiveram Marcos como cliente.

De acordo com o biógrafo, Marcos tinha impulso sexual excessivo e tinha vício em prostitutas. Quando se apaixonava, questionava quanto a mulher recebia fazendo programas e passava a pagar uma mesada para que ela "mantivesse a exclusividade". Foi o que aconteceu com Elize no começo da relação. A família de Marcos nega o diagnóstico, mas reconhece que ele se relacionava com garotas de programa.

O livro também reconstrói os traumas vividos por Elize na infância. Campbell afirma que, quando tinha 15 anos, ela foi abusada pelo padrasto e expulsa de casa pela mãe, que tomou o lado do companheiro. A violência e o desamparo vividos tão cedo estariam entre as razões que levaram Elize a cometer o crime pelo qual foi condenada anos depois.

Campbell também teve acesso a informações sigilosas contidas no processo de execução penal de Elize, incluindo laudos psicológicos que atestaram sua psicopatia. À época do crime, ela disse que matou Marcos porque estava sendo traída e vivia sob constante ameaça de ficar longe da filha que tiveram juntos.

Hoje com 39 anos, Elize cumpre pena na penitenciária de Tremembé, no interior de São Paulo e briga pela guarda da menina, que vive com os avós paternos. Segundo Campbell, ela é querida pelas colegas de prisão pela natureza do crime que cometeu.

— Para elas, Elize é a mulher que matou o marido tóxico, machista e violento — diz o jornalista.

Procurado pela reportagem, o advogado Luiz D'Urso, que representa a família de Marcos nega que ele tenha sido um marido violento e afirma que ele tratava a esposa "como uma rainha". A defesa de Elize, por meio do advogado Luciano Santoro, nega que ela seja psicopata e afirma que os laudos contratados pela família do morto e mecionados no livro não tem validade probatória.

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