Casos de coronavírus crescem no Uruguai e autoridades analisam adiar carnaval

·2 minuto de leitura
Foto: EITAN ABRAMOVICH / STF
Foto: EITAN ABRAMOVICH / STF

MONTEVIDÉU — O Uruguai registrou mais de cem infecções diárias de Covid-19 pela primeira vez desde o início da pandemia, um limite que as autoridades estabeleceram como preocupante. Com os 104 novos casos confirmados na terça-feira, o país acumula 4.208 infectados desde 13 de março, com 68 mortes. A situação é particularmente complexa na capital, Montevidéu, onde atualmente há 449 casos ativos.

Agora, as autoridades analisam como medida preventiva a suspensão do carnaval, principal festa popular do país, que estava prevista para começar no final de janeiro de 2021.

“As autoridades sanitárias fazem um pedido especial à população para reduzir os círculos de convivência, o tempo das reuniões, e reforçar o uso permanente de máscaras faciais, distanciamento físico, ventilação e higiene”, afirmou o Sistema Nacional de Emergências em nota (Sinae), órgão responsável pelo monitoramento do vírus.

O governo vem apostando na “liberdade responsável” da população como forma de evitar a queda da atividade econômica. Além disso, nos últimos dias, o ministro da Saúde Pública, Daniel Salinas, convocou laboratórios e centros de saúde que realizam testes do coronavírus para que aumentem sua capacidade de exames, que hoje gira em torno de 4 mil por dia. Se os casos continuarem aumentando, o número de testes deverá dobrar.

Além disso, as exigências para a realização de exames foram flexibilizadas, estendendo a possibilidade de testagem para pessoas com sintomas leves, mesmo sem ter tido contato direto com um caso positivo.

Na noite de terça-feira, Salinas divulgou um vídeo dirigido aos jovens, um segmento da população que pode ser um importante fator de transmissão na próxima temporada turística.

“Vou pedir algo muito especial para poder continuar a gozar do trabalho, da educação e da liberdade solidária”, disse o ministro, e exigiu menos encontros sociais, em pequenos grupos, sem partilhar bebidas. “Isso vai nos fazer entrar no verão em uma situação melhor”, explicou.

Apesar do aumento dos casos, o Uruguai está longe dos problemas enfrentados pelos vizinhos Brasil e Argentina, uma realidade de acordo com o tamanho do país.