Casos de estupros coletivos por soldados russos se multiplicam na Ucrânia

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A invasão russa na Ucrânia tem deixado um rastro de agressões à população civil. A cada dia, surgem denúncias de novos casos de estupro e tortura no país, principalmente em áreas que foram ocupadas pelas forças de Moscou. Desde a retirada das tropas da região de Kiev, centenas de casos já foram registrados, de acordo com informações do presidente Volodymyr Zelensky.

[Os depoimentos podem chocar pessoas sensíveis]

Dos enviados especiais a Kiev, Clea Broadhurst e Jad El Khoury, com AFP

Com o passaporte cazaque na mão, Konstantin conseguiu atravessar os postos de controle russos de algumas cidades sitiadas ao redor da capital Kiev. Desta forma, ele conseguiu retirar mais de 200 pessoas de sete vilarejos diferentes. Soluçando, ele contou aos enviados especiais da RFI histórias que ficarão gravadas em sua memória. É o caso de uma jovem que conseguiu se esconder em seu carro, quando ele parou na frente de sua casa.

“Eu vi seus olhos, seu olhar, ela estava tão exausta. Ela só me disse duas palavras: ‘Salve-me’. Ela não era alta e tinha 15 anos”, relata. “Ela me disse que havia sido prisioneira em um porão, onde jazia o cadáver de sua mãe, assassinada diante de seus olhos. Soldados russos a estupravam todos os dias, e eles eram muitos. E quando ela desmaiava, eles jogavam água fria em seu rosto e continuavam a estuprá-la. Os soldados disseram-lhe que ela não daria à luz um bebê ucraniano porque, depois disso, ela nunca mais iria querer dormir com um homem novamente.”

Homens também são vítimas

"Cabe a um tribunal determinar concretamente se isto aconteceu, mas cada vez há mais evidências de que foram cometidos crimes de guerra", completou a porta-voz.

Com informações da AFP


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