Casos graves de Covid-19 afetam até mesmo atletas de alto rendimento

·3 minuto de leitura

Nem mesmo pessoas com as melhores condições de saúde estão imunes ao desenvolvimento dos casos mais graves de Covid-19. Mesmo um ano e meio após o início da proliferação do vírus pelo mundo, ainda não se sabe exatamente todos os efeitos e as consequências que o Sars-CoV-2 causa. Por conta disso, os cuidados devem ser redobrados, entre eles o distanciamento social e a higienização constantes das mãos.

Antes restritos aos mais idosos, os casos graves de Covid foram atingidos faixas etárias mais baixas, causando, inclusive, mortes de pessoas mais jovens, alguns deles com ótimas condições clínicas. Foi o caso fisiculturista e dono de academia Roberto Gervásio, de 40 anos, que foi infectado pelo vírus no fim do ano passado. Ele chegou a ir três vezes ao hospital antes de ser internado.

— Ele tinha saúde para dar e vender. Dois dias depois de dar entrada no hospital, já foi entubado e sedado. E, aí, começaram a surgir as complicações — afirmou o irmão de Gervásio, Kelvin Tavares, ao “G1”. — Todos da família estão muito mal e arrasados. E, para mim, meu irmão ia voltar porque era um cara que se cuidava muito. É muito triste o que aconteceu.

De acordo com ele, Roberto teve os primeiros sintomas logo após voltar de um torneio, disputado em São Paulo. O diagnóstico positivo para Covid-19 foi confirmado em 12 de novembro, após a terceira ida ao médico, com a internação acontecendo 11 dias depois. Os familiares afirmaram não ter ideia de onde o fisiculturista possa ter contraído a doença. O fisiculturista ficou internado por 21 dias, até vir a falecer.

Triatletas também foram vítimas

Com a mesma idade de Roberto, o paranaense Fábio Torrecillas foi outro que perdeu a batalha contra o vírus. Antes com ótimas condições de saúde, o triatleta recebeu o diagnóstico positivo para a doença no dia 2 de março deste ano, e, cinco dias depois, já tinha 75% do seu pulmão comprometido e teve de ser internado em Maringá, no Paraná. Mesmo com boas condições prévias de saúde, Fábio, que havia participado de três edições do Ironman (principal competição de triatlo do mundo) perdeu a batalha para a Covid na semana seguinte.

— Ele positivou em uma terça-feira e precisou ir ao médico no sábado da mesma semana. Cinco dias depois foi para UTI ser intubado, indo a óbito logo depois. O Fábio sentia muito cansaço e na primeira tomografia já apontou 75% dos pulmões tomados pela infecção — disse o marido dele, o empresário Adilson Saldino Batista, ao “Uol”. — Ele serviu de muita inspiração. Tem gente que, se hoje está nadando e pedalando na região, é por incentivo dele. O Fábio foi um exemplo de vida como pessoa e como atleta, buscando sempre superar os próprios limites.

Ainda mais jovem, o também triatleta João Paulo Garcia Ferreira foi outro esportista vítima da doença em Maringá. Com apenas 36 anos, o também músico e empresário perdeu a batalha para a doença em março.

— O vírus conseguiu vencer uma pessoa saudável. Não é mais como antes, em que as vítimas eram idosos e pessoas com comorbidades. Então, a gente precisa se cuidar, para não perder pessoas especiais — disse a também atleta Roberta Tranquilini, amiga de Fábio.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos