Casos de síndrome respiratória aguda grave aumentam em crianças, mostra boletim do Infogripe

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SÃO PAULO — Pela primeira vez, o Brasil não apresenta nenhuma macrorregião de saúde em nível extremamente alto para o número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), segundo boletim do Boletim InfoGripe, da Fiocruz, divulgado nesta quinta-feira. No entanto, houve aumento de casos entre crianças.

Na população adulta — ou seja, indivíduos com mais de vinte anos —, a Covid-19 ainda é predominante nos casos de SRAG. A infecção por Sars-CoV-2 é responsável quase que pela totalidade dos casos com identificação de vírus respiratório por exame laboratorial.

Mas o levantamento traz um alerta: estados de todas as regiões brasileiras, menos a Norte, registraram número elevado de casos semanais de SRAG entre as crianças, até 9 anos, inclusive em volume superior aos picos de 2020. Pela análise dos casos, além do Sars-CoV-2, nessa faixa etária há presença considerável do vírus sincicial respiratório (VSR) e até do rinovirus

O cenário brasileiro é considerado estável, mesmo com sinal de crescimento leve nas tendências de longo prazo (últimas seis semanas) e de curto prazo (últimas três semanas). Esse pequeno aumento está presente em todas as faixas etárias entre 30 a 69 anos, no entanto, o patamar é elevado apenas no caso das crianças.

“Em função do avanço da cobertura vacinal de primeira e segunda dose entre adultos e jovens adultos, é de fundamental importância acompanhar a evolução de casos entre a população de crianças e adolescentes, bem como nos mais idosos, para um acompanhamento da tendência e nível de transmissão comunitária”, diz o pesquisador Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe.

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