Castillo defende seu governo e denuncia campanha para destituí-lo

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O presidente peruano, o esquerdista Pedro Castillo, defendeu seu governo, nesta quinta-feira (28), em uma mensagem ao país após completar seu primeiro ano de mandato cercado por investigações, as quais atribuiu a uma campanha midiática para destituí-lo.

"Eles reivindicam a vaga (destituição) não por falta de resultados, ou por acusações inexistentes, mas por interesses privados e para evitar as mudanças que meu governo está determinado a realizar", disse Castillo ao Congresso.

"A imprensa espalha mentiras e notícias falsas. Eles vão se cansar de procurar provas, porque não vão encontrá-las", acrescentou o presidente.

Castillo, um professor rural de 52 anos, completa um ano de mandato com o recorde de cinco investigações do Ministério Público contra ele por suspeita de corrupção e sob assédio constante de um Congresso dominado pela oposição de direita, que exige sua renúncia.

A recente decisão da procuradora-geral da República, Patricia Benavides, de abrir uma nova investigação por "obstrução da Justiça" ao proteger três membros fugitivos de sua comitiva impulsionou um terceiro pedido de impeachment em 12 meses.

Das cinco investigações, quatro são para casos ocorridos em seu governo. As causas incluem um suposto tráfico de influência na compra de combustível pela estatal Petroperú em 2021 e a suposta obstrução da Justiça na destituição de um ministro do Interior.

Ele também é acusado de tráfico de influência em um processo sobre promoções militares; de corrupção e conluio agravado em um projeto de obras públicas; e, finalmente, de plágio em sua tese universitária.

O presidente nega veementemente todas as acusações.

O Ministério Público, que é autônomo e promove a investigação do caso Odebrecht que afetou outros quatro presidentes peruanos, considera que há indícios de que Castillo chefia "uma organização criminosa" que envolve seu ambiente político e familiar. No entanto, não pode levá-lo ao tribunal, pois Castillo tem imunidade até o final de seu mandato em 2026.

Na terça-feira (26), Bruno Pacheco, ex-secretário de Castillo procurado por corrupção, entregou-se às autoridades em mais um golpe à imagem do presidente.

De maneira inesperada, Castillo venceu as eleições à frente de um partido nanico marxista-leninista, com 50,12% dos votos, em um segundo turno contra a direitista Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori (1990-2000).

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