Castillo rejeita morar no palácio presidencial do Peru para romper com passado colonial

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Presidente do Peru, Pedro Castillo

Por Marco Aquino

LIMA (Reuters) - O novo presidente do Peru, Pedro Castillo, rejeitou nesta quarta-feira morar no Palácio do Governo de Lima, onde vivem os líderes do país desde Francisco Pizarro em 1535, para romper com vestígios coloniais, no momento em que o país comemora o bicentenário de sua independência.

Em seu primeiro discurso ao país após tomar posse no Congresso, o socialista Castillo disse que com isso pretende “romper com os símbolos coloniais para acabar com os laços de dominação que se mantêm em vigor há tantos anos”.

“Vamos ceder este palácio ao novo Ministério das Culturas para ser usado como um museu que mostra nossa história, desde suas origens até o presente”, disse Castillo, filho de camponeses e professor primário de uma escola rural.

Castillo, de 51 anos, fez o anúncio perto do final de uma mensagem à nação na qual prometeu promover uma nova Constituição, embora tenha insistido que não pretende "estatizar" a economia do segundo maior produtor mundial de cobre.

O Palácio do Governo de Lima, próximo à Plaza de Armas no centro da capital, foi a residência dos vice-reis do Peru sob o domínio espanhol. Posteriormente, abrigou os libertadores José de San Martín e Simón Bolívar há 200 anos.

Castillo agora deve planejar onde morar com a mulher, Lilia Paredes, e seus dois filhos menores. Ele também criou a irmã de sua esposa desde que ela era criança, a quem ele considera como outra filha.

(Reportagem de Marco Aquino)

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