Castro determina apuração de denúncias de agressões que estariam sendo cometidas por PMs no Jacarezinho

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O governador do Rio, Cláudio Castro, afirmou na tarde desta segunda-feira ter determinado que o secretário de Polícia Militar, coronel Luiz Henrique Marinho Pires, apure as denúncias de agressões que estariam ocorrendo dentro da comunidade do Jacarezinho, na Zona Norte, desde a última quinta-feira, por parte de policiais militares envolvidos no projeto Cidade Integrada. No entanto, Castro voltou a salientar que "o tráfico está fazendo com que as pessoas desacreditem do projeto e sendo manobras de criminosos". Nas últimas horas, segundo a Associação de Moradores da favela, moradores têm denunciado supostos abusos cometidos por agentes do estado. Mas nenhuma vítima foi identificada.

— Respeitamos as denúncias dos moradores. A Corregedoria (Interna da PM) está aqui. Mas eu vou dizer uma coisa: muito esquisitas essas casas sendo abertas, não? Vamos investigar tudo. Mas chega para gente que existem ações orquestradas pelo tráfico que perdeu o território. Não adianta: o estado não irá retroceder. A Cidade Integrada veio para ficar e vai libertar a sociedade do tráfico e da milícia — disse Castro, que completou:

— Respeitamos as denúncias dos moradores. Vamos investigar tudo. Mas falso testemunho é crime. O morador que denunciar será investigado. Moradores, não deixem que o tráfico faça vocês cometerem crime — ponderou o governador.

Ele destacou ainda que, com a presença das câmeras nos uniformes do policiais, esses tipos de casos seriam "fáceis de ser resolvidos".

— Para isso fizemos essa compra para as câmeras. Quem perdeu não gostou. O Tribunal de Contas do Estado (TCE) suspendeu para analisar e estamos recorrendo com eles. Queremos que essa ação acabe muito rápido. Se não ganhamos, vamos aos tribunais. O valor (da licitação) foi baixíssimo e não entendi por que houve a decisão do TCE.

Castro comentou um documento da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) que sugere que o estado faça lockdown. O governador afirmou que "sob hipótese nenhuma haverá fechamento total no estado":

— (O relatório) Não chegou a mim. Respeitamos a universidade, respeitamos a UFRJ, mas da parte do estado, em outras situações não teve, e não terá. Temos que abrir mais leitos e de minha parte não terá lockdown. Da minha parte está totalmente descartado.

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