Castro diz que envolvidos na morte de homem na Cidade de Deus serão punidos

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Foto: Brenno Carvalho em 15/12/2020 / Agência O Globo

O governador em exercício Cláudio Castro prestou, nesta terça-feira, em seu perfil no Twitter, solidariedade à família de Marcelo Guimarães, morto a tiro nesta segunda-feira perto da Cidade de Deus. Ele disse que é seu "compromisso estar perto do cidadão nesse momento de dor" e que determinou que a Subsecretaria de Vitimados acompanhe os familiares e amigos do Marcelo. Acrescentou que "todas as circunstâncias em que este crime ocorreu estão sendo apuradas, e os envolvidos serão punidos".

O blindado da Polícia Militar que estava nas proximidades quando Marcelo foi baleado passou por uma perícia na Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), na manhã desta terça. Parentes da vítima estão na especializada. Dois fuzis que estavam com agentes do 18º BPM (Jacarepaguá) foram apreendidos e enviados para a perícia. Um projétil será comparado a essas armas. As informações são do "Bom Dia Rio", da TV Globo.

O enterro de Marcelo está previsto para as 15h desta terça, no Cemitério de Inhaúma, naquele bairro da Zona Norte. Ele foi atingido por um tiro quando passava de moto pela na Rua Edgard Werneck. Funcionário de uma marmoraria, Marcelo tinha acabado de deixar o filho caçula, de 5 anos, numa escolinha de futebol quando foi ferido.

Uma pessoa contou à polícia que viu quando Marcelo foi atingido. Segundo a testemunha, o disparo foi a curta distância e partiu do blindado da PM que estava parado sob um viaduto da Linha Amarela:

— Dois policiais entraram no caveirão segundos antes de o Marcelo passar de motocicleta. Eu vi o momento em que o cano de uma arma saiu (de uma das portilhas do veículo) e o disparo foi feito. Acertou em cheio o peito do rapaz.

A PM apresentou outra versão para o que aconteceu. De acordo com a corporação, bandidos que estavam na Cidade de Deus atiraram contra o blindado e os policiais reagiram, dando início a um confronto durante o qual Marcelo foi ferido. Ainda segundo a PM, além das investigações da DHC, um Inquérito Policial Militar (IPM) apura as circunstâncias em que Marcelo foi morto.