Castro diz que quem lucrou com o Ceperj “foram seus adversários”

Candidato à reeleição participou de sabatina promovida pela Veja (MAURO PIMENTEL/AFP via Getty Images)
Candidato à reeleição participou de sabatina promovida pela Veja

(MAURO PIMENTEL/AFP via Getty Images)

  • Cláudio Castro diz que se alguém lucrou com o Ceperj, foram seus adversários;

  • Candidato ao governo do Rio destacou que procurou o MP para resolver o problema;

  • Ele também falou sobre a Supervia, acordo com o governo e segurança pública.

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), disse nesta terça-feira (20) que se alguém lucrou com o escândalo da Função Ceperj, “foram seus adversários”. O candidato à reeleição participou de sabatina promovida pela Veja e destacou que tomou a iniciativa de procurar o Ministério Público para resolver o problema.

“Se houve alguma coisa política, foi prejuízo. Se tem alguém lucrando politicamente com Ceperj são meus adversários. Eles transformaram um problema administrativo em uma crise. Alguém que tem vantagem eleitoral, não manda punir quem errou”, afirmou.

Investigada pelo Ministério Público do Rio (MPRJ) e pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), a Fundação é acusada de criar uma folha de pagamento secreta. As primeiras denúncias apontavam contratações sem transparência, cujos cargos seriam usados para alocar apadrinhados de aliados do governo. Há relatos de funcionários fantasmas, pagamentos a funcionários públicos e a políticos que disputam as eleições neste ano. Até julho de 2022, os valores empenhados pelo Ceperj foram aproximadamente 2.300% superiores aos de todo o ano de 2020.

Durante a entrevista, Castro também apontou a possibilidade de decretar a caducidade (anulação) do contrato com a Supervia, operadora dos trens metropolitanos que enfrenta uma série de críticas por parte da população. Ele ainda defendeu o acordo em torno da dívida pública fechado com o governo federal, o que possibilitaria investimentos em obras de infraestrutura no estado.

Com relação à segurança pública, o candidato admitiu que as forças policiais acabam cometendo erros ao realizar operações nas comunidades e prometeu punir os profissionais que cometerem abuso de poder. Para um eventual novo mandato, se mostrou a favor de uma polícia cidadã.

De acordo com a última pesquisa do Ipec, Castro lidera a corrida eleitoral, com 37% das intenções de voto. Em seguida, aparece Marcelo Freixo (PSB), com 22%.

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