Síria considera que "pretexto químico" dos EUA para ataque é "frágil"

Beirute, 11 abr (EFE).- O governo da Síria considerou nesta quarta-feira e que "o pretexto químico" usado pelos Estados Unidos para lançar um possível ataque em seu território é "frágil e não se baseia em provas".

Assim se expressou uma fonte do alto escalão do Ministério das Relações Exteriores à agência de notícias oficial "Sana", em alusão às ameaças do presidente americano, Donald Trump, de dar uma resposta contundente ao suposto uso de armas químicas durante um bombardeio no último sábado em uma área sob controle opositor na Síria.

A fonte do Ministério afirmou que a atuação do governo dos EUA mostra "uma falta de princípios, valores, sabedoria e racionalidade".

"Não nos estranha a escalada temerária de um regime como o americano, que patrocina e continua patrocinando o terrorismo na Síria", destacou.

Nesse sentido, a Síria acusou os EUA de operarem como "força aérea" da organização terrorista Estado Islâmico (EI) e, em consequência, afirmou que as autoridades sírias não se surpreendem com o apoio de Washington também a "terroristas de Ghouta Oriental e suas invenções".

"Se o regime dos EUA e seus aliados, como França e Reino Unido, acham que suas ações e declarações conterão a luta contra o terrorismo na Síria, estão equivocados. O Estado sírio continuará a luta contra os terroristas".

Além disso, a Chancelaria síria reiterou que seu governo dá boas-vindas a qualquer comissão "justa, imparcial e não politizada" que faça uma investigação "que absolva o Estado sírio de qualquer envolvimento no uso de armas químicas".

A Sociedade Médica Síria Americano (SAMS, na sigla em inglês) e a Defesa Civil Síria, ambas organizações apoiadas pelos EUA, denunciaram que pelo menos 42 pessoas morreram há quatro dias com sintomas de terem sofrido um ataque com substâncias tóxicas.

Nenhuma outra fonte confirmou que ocorreu um bombardeio com armamento químico e tanto Damasco quanto Moscou negaram o uso desse tipo de armas em Duma.

Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, pelo menos 21 pessoas morreram no sábado por asfixia, mas como consequência do "desabamento dos edifícios" nos quais se encontravam. EFE