'Casual Friday' já era. Agora, ninguém quer ir ao escritório às sextas-feiras

Ninguém mais quer estar trabalhar no escritório às sextas-feiras. Se, antes da pandemia, o último dia útil da semana era sinônimo de longos almoços e saídas antecipadas, agora, depois dos períodos de lockdown e home office, tornou-se para muitos o dia de ficar em casa. A tendência fica cada vez mais clara à medida que os trabalhadores em todo o mundo se adaptam a rotinas de trabalho híbridas e está criando novos desafios para os empregadores.

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De acordo com a consultoria Kastle Systems, que fornece serviços de segurança predial para 2.600 edifícios nos Estados Unidos, apenas 30% dos trabalhadores frequentaram o escritório às sextas-feiras em junho, o menor percentual em relação a qualquer outro dia da semana, revelou o jornal americano The Washington Post. Em seguida vêm as segundas-feiras, com 41%, e as terças, com 50%.

“Está se tornando uma norma cultural: você sabe que ninguém mais vai ao escritório na sexta-feira, então talvez você também trabalhe em casa”, disse Peter Cappelli, diretor do Centro de Recursos Humanos da Wharton School, na Universidade da Pensilvânia, ao Washington Post. “Mesmo antes da pandemia, as pessoas pensavam na sexta-feira como uma espécie de dia de folga. E agora há uma expectativa crescente de que você possa trabalhar em casa para impulsionar seu fim de semana.”

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Para convencer seus funcionários a trocarem o conforto do lar pela pequena mesa do escritório, as empresas têm inovado com atividades inusitadas e novos benefícios, como lanches gratuitos, vinho liberado, concursos de fantasias e apresentações de karaokê.

A Online Optimism, por exemplo, uma empresa de marketing digital, passou a ter uma rotina de sexta-feira de almoços grátis e happy hour a partir das 16h. Mesmo tornando a presença no escritório livre, a companhia conseguiu manter a frequência de 80% de seus funcionários quando há comida de graça.

Até mesmo negócios mais formais, em que o terno costuma ser o dress code, estão tendo de se adaptar para não perder talentos. De acordo com o Post, o Citigroup passou a considerar as sextas-feiras “livres de Zoom”, enquanto a gigante da contabilidade KPMG promete “sextas-feiras sem câmera” e permite que os funcionários encerrem o expediente às 15h nesse dia.

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As startups, por sua vez, que já costumam ter uma cultura mais livre, passaram a adotar semanas de quatro dias de trabalho, a fim de que os colaboradores fiquem mais felizes e produzam mais enquanto estiverem disponíveis.

A ideia de estar presente no mesmo local que os demais colegas, em vez de fazer uma reunião virtual, passa a fazer sentido quando há mais perspectiva de interação, afirmou Lenny Beaudoin, chefe global de local de trabalho e design da empresa de serviços imobiliários comerciais CBRE, ao Post. Por isso, algumas empresas implementaram aplicativos que permitem ver quem está ou não no escritório. Assim, cada um pode avaliar o seu interesse em se vestir e se deslocar até lá.

“O que as pessoas não querem é trabalhar remotamente, juntos, no escritório”, disse Beaudoin. “Por que fazer a viagem se estou apenas acessando o Zoom, como faço em casa? Cabe às organizações ter melhores conversas e coordenar seus horários”

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As novas demandas ainda mudaram a decoração dos escritórios. Os cubículos tradicionais agora dão lugar a sofás mais confortáveis, cafés, bibliotecas e espaços de trabalho ao ar livre.

A mudança de comportamento também tem afetado o comércio ao redor de grandes prédios empresariais: às sextas-feiras, o faturamento chega a ser até 30% menor. Sem tantos clientes no fim da semana, cafeterias e restaurantes reduziram o horário de atendimento e começaram a oferecer o happy hour mais cedo do que nunca: a partir das 14h.

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