Catalunha terá eleições regionais em 14 de fevereiro

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O presidente em exercício da Catalunha, Pere Aragonès, vê Carlos Carrizosa, porta-voz do cidadão, passar durante um debate no Parlamento catalão, em 30 de setembro de 2020 em Barcelona

As eleições regionais na Catalunha (nordeste da Espanha) serão realizadas em 14 de fevereiro depois que a justiça suspendeu definitivamente um decreto do governo que adiou o pleito para o fim de maio devido à pandemia.

O Superior Tribunal de Justiça da Catalunha "anula o decreto que suspendia as eleições convocadas para 14 de fevereiro", anunciou o tribunal em comunicado nesta sexta-feira.

O governo separatista da região, em acordo com a maioria da oposição, havia decidido em meados de janeiro adiar essas eleições para 30 de maio devido à difícil situação de saúde na Espanha, em meio à terceira onda de covid-19.

No entanto, a decisão foi contestada na justiça, que anulou em caráter cautelar o adiamento enquanto estudava o caso. A sentença era esperada para 8 de fevereiro, mas o tribunal conseguiu agilizar o processo.

Na quinta-feira, os diferentes partidos políticos lançaram suas campanhas para essas eleições, nas quais o partido socialista do chefe do governo espanhol, Pedro Sánchez, aspira a desbancar os independentistas no poder nesta região, palco de uma tentativa de secessão fracassada em 2017.

Como candidato, colocaram o até agora ministro da Saúde, o catalão Salvador Illa, a face da luta contra o covid, que vai tentar arrancar a vitória dos dois grandes partidos separatistas, Juntos pela Catalunha e Esquerda Republicana (ERC).

Para permitir que fizessem campanha, nove líderes da independência presos por seu papel na tentativa de secessão foram libertados da prisão nos fins de semana.

Graças a essa semiliberdade, na noite de sexta-feira, Oriol Junqueras, presidente do ERC preso desde 2019, pôde se dirigir a seus apoiadores em um comício em um teatro diante de várias dezenas de pessoas, transmitido ao vivo pela televisão.

“Não queremos ninguém na prisão. Não ameaçamos ninguém. Trabalhamos todos os dias para melhorar a vida das pessoas. Essa é a nossa prioridade”, disse ele.

Uma pesquisa publicada nesta sexta-feira pelo instituto demográfico do governo catalão classifica o ERC, separatista moderado e aliado de Sánchez em Madri, como favorito, seguido pelo Juntos pela Catalunha e pelos Socialistas.

A pesquisa também prevê que os independentistas, embora divididos desde a tentativa fracassada de secessão, somariam a maioria absoluta dos 135 assentos no Parlamento regional.

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