Catorze pessoas são resgatadas vivas nas águas da Ilhas Baleares

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Embarcação de resgate marítimo atracada no porto de Arguineguín, em 25 de outubro de 2020, na ilha espanhola de Gran Canaria (AFP/Desirée Martín)

As autoridades espanholas, que tinham anunciado nesta segunda-feira (4) ter encontrado onze corpos sem vida em frente à costa das Ilhas Baleares, corrigiram à noite o balanço e informaram que 14 pessoas foram socorridas com vida e que por enquanto não foi localizado nenhum falecido.

"Catorze pessoas" que viajavam a bordo de uma embarcação precária que levava migrantes "foram resgatadas com vida. Nenhuma vítima fatal foi localizada no momento", informou a Delegação do Governo nas Baleares.

Os serviços de resgate continuam com os trabalhos de busca de três pessoas que poderiam ter estado a bordo da mesma "embarcação tipo balsa", que costumam ser usadas pelos migrantes para cruzar o Mar Mediterrâneo.

Os ocupantes do barco afirmaram que este levava 17 pessoas a bordo e que algumas delas se jogaram ao mar, explicou a delegação do governo.

Dos resgatados, três foram encontrados no mar e socorridos por helicópteros, enquanto outros nove foram encontrados a bordo da embarcação. Outros dois foram resgatados "em um iate, cujos tripulantes são os que deram o aviso de avistamento ao Salvamento Marítimo", acrescentou a fonte.

"Não foi localizada nenhuma vítima fatal por enquanto", reforçou a delegação em seu comunicado.

À tarde, a delegação tinha informado em um primeiro momento que haviam sido encontrados "uns 17" corpos pouco após as 11h de Brasília, por um veleiro "a oeste da ilha de Cabrera". Mais tarde, comunicou um "balanço provisório" de "três pessoas resgatadas e 11 corpos recuperados".

Marga Morcillo, da Cruz Vermelha, disse à AFPTV que a organização atendeu 11 pessoas, todos homens, "a maioria deles argelinos" e especificou que três deles foram levados ao hospital por "queimaduras significativas, desidratação e ferimentos".

"Nos disseram que estavam no mar havia 12 dias e que eram 17 [a bordo], e não temos mais informações no momento", acrescentou.

- 2021, o "ano mais mortal" -

Esta tragédia se soma ao crescente número de naufrágios registrados nesta área da costa espanhola nos últimos meses. Após o reforço dos controles no Estreito de Gibraltar, que separa a Espanha de Marrocos, a rota migratória que parte da Argélia pelo Mediterrâneo passou a ganhar força, segundo ONGs e autoridades.

Em meados de setembro, foram encontrados os corpos de oito migrantes que saíram da Argélia ou de Marrocos, incluindo o de uma criança, nas praias da província de Almería, no sudeste.

Na semana passada, uma mulher argelina grávida e seus cinco filhos foram resgatados na costa de Alicante, um pouco mais ao norte, onde em poucas horas 91 migrantes chegaram da Argélia em seis barcos, de acordo com equipes de emergência.

No total, 13.320 migrantes alcançaram as costas da Espanha ou das Ilhas Baleares entre janeiro e o fim de setembro, 19% a mais que no mesmo período do ano anterior, segundo os últimos dados do Ministério do Interior.

Outras 13.118 pessoas chegaram ao arquipélago atlântico das Canárias, mais do que o dobro das 6.124 chegadas no mesmo período de 2020.

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) considera 2021 "o ano mais mortal da rota migratória para a Espanha", já que pelo menos 1.025 pessoas perderam a vida em sua jornada ao país ou às Ilhas Canárias e Ilhas Baleares.

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