Causa do abscesso é a chave do enigma sobre a saúde do Chávez

BUENOS AIRES - Um dia depois de o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ter sido internado em Havana, no último dia 10, o governo de seu país informou que o líder bolivariano teve um abscesso pélvico. No entanto, o Palácio Miraflores não explicou qual foi a patologia que provocou a inflamação tratada por médicos cubanos. Ou seja, o governo venezuelano não divulgou a informação mais importante - e que permitiria saber qual é exatamente a doença que levou Chávez a ser operado de emergência na capital cubana.

Segundo explicou ao GLOBO a cirurgiã argentina Geraldine Canteros, "para saber a gravidade da situação de Chávez, é fundamental saber qual foi a patologia que resultou em um abscesso pélvico: poderiam ser dezenas de doenças, malignas e benignas". Para Canteros, se a patologia do presidente venezuelano for benigna, uma semana de internação com cuidados intensivos deveria ter sido suficiente para que os médicos cubanos lhe dessem a alta e permitissem seu retorno a Caracas.

- Uma internação tão prolongada e ainda sem data para terminar nos levaria a pensar em algo mais complicado e, talvez, maligno - especulou ela.

A lista de doenças que podem provocar um abscesso pélvico (pus na área da pelve) é grande e, de acordo com a cirurgiã argentina, inclui apendicite, diverticulite, diferentes tipos de cistos, câncer de próstata e de cólon, além de doenças de transmissão sexual.

- Com tão pouca informação é difícil saber, mas dá a sensação de que os médicos estão tratando uma doença que não sabemos qual é - comentou a cirurgiã.

Pouco depois da cirurgia, Chávez disse estar se recuperando bem em entrevista telefônica ao canal de TV Telesur. Segundo o presidente venezuelano, a junta médica que participou da operação realizou uma série de exames, entre eles uma biópsia, e constatou que nada maligno havia sido encontrado.

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