CBF causa desequilíbrio técnico ao permitir a vergonhosa venda de mando de campo

Mané Garrincha tem sido o estádio favorito para venda de mando (Sergio Lima/AFP/Getty Images)

O Fluminense escolheu o estádio Mané Garrincha, em Brasília, como local do seu jogo contra o Corinthians. A opção em tirar o confronto do Maracanã é para ganhar mais dinheiro, em mais uma “venda” de mando de campo na Série A do Brasileiro.

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Sou totalmente contra tal medida, pelo desequilíbrio técnico que causa na competição. E isso é culpa e responsabilidade da CBF e dos dirigentes que votaram a favor disso, no Conselho Arbitral. Integrantes da entidade lavaram as mãos e deixaram a decisão para os clubes. O dinheiro ganhou da bola.

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Óbvio que os visitantes não têm nada a ver com isso, ainda que sejam beneficiados pelas presenças de mais torcedores. O que o Fluminense está fazendo, CSA, Vasco e Avaí já fizeram. O próximo é o Botafogo. Lamentável.

O CSA demorou 30 anos para retornar à Série A. Ao invés de receber o Flamengo, em Maceió, levou a partida para território rubro-negro. Em anos anteriores, a CBF permitiu a mesma coisa e mantém essa decisão, afetando a própria competição que ela organiza. Um retrocesso tremendo.

Para mim, é muito simples. Mando de campo não se negocia. Você escolhe seu estádio antes do início do campeonato e ponto final. É lá que você vai jogar.

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