CDC africano diz que lockdown severo não é mais ferramenta pra conter Covid-19

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Diretor-geral do Centro de Controle e Prevenção de Doenças da África, John Nkengasong, durante entrevista à Reuters na sede da entidade em Addis Abeba

Por Alexander Winning

JOHANESBURGO (Reuters) - A principal autoridade sanitária da África afirmou nesta quinta-feira que os regimes severos de lockdown não são mais a melhor maneira de conter a Covid-19, elogiando a África do Sul por adotar a abordagem ao responder à última onda de infecções impulsionada pela variante Ômicron do coronavírus.

"Estamos encorajados com o que vimos na África do Sul durante esse período, quando olharam para esses dados em termos de gravidade (de infecções)", disse John Nkengasong, diretor do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) da África, em entrevista coletiva.

"O período no qual utilizávamos lockdowns severos como ferramenta acabou. Na verdade deveríamos estar olhando para como utilizamos medidas sanitárias e sociais mais cuidadosamente e de forma mais equilibrada enquanto intensificamos a vacinação."

A África do Sul passou por um aumento brusco de infecções de Covid-19 a partir do final de novembro, perto da época que alertou o mundo em relação à Ômicron, com novas infecções chegando ao pico em meados de dezembro batendo o recorde do país na pandemia.

Mas os novos casos caíram desde então, e o governo não recorreu às rígidas restrições de lockdown como fez durante as ondas anteriores de infecção, por conta dos primeiros sinais, que já indicavam que a maior parte das infecções pela Ômicron eram mais leves. O país chegou até a aliviar restrições antes do dia de Ano Novo.

Nkengasong acrescentou que teme que a Covid-19 possa se tornar endêmica no continente por conta do ritmo lento da vacinação --uma perspectiva considerada praticamente certa por alguns cientistas.

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