Cedae: Moradores de seis cidades da Baixada relatam problemas com a água

Marjoriê Cristine
Morador mostra a água suja oriundo do abastecimento da água

A crise no abastecimento de água da Cedae atingiu a Baixada Fluminense. Desde o dia 8 de janeiro, moradores de seis cidades – Belford Roxo, Duque de Caxias, Queimados, Nilópolis, Nova Iguaçu e São João do Meriti – relatam que o líquido que sai da torneia tem gosto de terra, coloração barrenta ou com aspecto de suja e ainda um forte odor são algumas das reclamações diárias.

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Daniella Gomes, moradora do bairro Rosa dos Ventos, em Nova Iguaçu, informou que a água da sua casa está com gosto ruim, o mesmo problema levantado pela consumidora Eliane Batista Ramos.

"Aqui em Nova Iguaçu, no meu bairro está límpida porém com gosto ruim! Me surpreende, porque minha água sempre foi muito boa, nem comprava água, só filtrava. Mas agora também estou tendo que comprar. Muito medo da água da Cedae, porque não sabemos ao certo o que está acontecendo! As UPAS estão cheias de crianças passando mal, por aqui em vários bairros de Nova Iguaçu, com diarreia, ânsia de vômito e dor de cabeça", disse Eliane.

Logo na primeira semana do ano, moradores vêm recebendo água com cheiro, gosto e cor fortes em casa. Relatos de pessoas passando mal após o consumo se multiplicam. Os estoques de água mineral evaporam dos supermercados. A Cedae atribui o problema à presença de geosmina, uma substância produzida por algas que seria inofensiva, em amostras coletadas em sua rede de abastecimento. A estatal afirmou, no entanto, que a água está própria para consumo.

A Vigilância Sanitária recolheu amostras da água para análise, feita pelo Laboratório Municipal de Saúde Pública (Lasp), em São Cristóvão, na Zona Norte do Rio. Os índices atestaram a potabilidade da água nos pontos analisados, de acordo com os parâmetros estabelecidos pelo Ministério da Saúde. No entanto, não foram analisados a existência de geosmina na qualidade da água.