Cedae vai contratar estudo para reduzir consumo de energia elétrica em até 40%

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RIO — Com foco na economia e na sustentabilidade, a Cedae lançou nesta quarta-feira um chamamento público para escolher a empresa que vai desenvolver o estudo que dará origem à implantação de um projeto de eficiência energética e que, posteriormente, será alvo de um processo licitatório. A companhia que no ano passado teve um gasto com energia elétrica de cerca de R$ 500 milhões projeta gerar, com a modernização dos sistemas, uma economia de até 40%, sobretudo nas quatro principais unidades de produção, que são as estações de tratamento do Guandu, Elevatória do Lameirão e Laranjal, além da Estação de Captação Imunana, grandes consumidoras de energia.

— O estudo tem por objetivo modernizar nosso parque, abrir as portas especialmente para as energias limpas, de baixo carbono e gerar eficiência energética — explica o diretor-presidente da companhia, Leonardo Soares.

Atualmente o custo com energia representa 22% das despesas da companhia. A média mensal de consumo das quatro estações é de cerca de R$ 44 milhões mensais. A previsão é de que depois de a novas concessionárias assumirem suas respectivas áreas, que foram alvo de leilão, essa média suba para mais de 30%, segundo projeção feita pelo diretor-presidente da Cedae.

As empresas interessadas em participar do Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI), lançado nesta quarta-feira, terão prazo de até 90 dias para apresentarem o estudo, através do endereço eletrônico licitacoes@cedae.com.br. Esse levantamento é que vai orientar o processo licitatório, que deve ser realizado também em até 90 dias, destinado à futura implantação do projeto de eficiência energética, que vai contemplar toda a companhia, mas em especial as quatro estações de tratamento e captação.

— O que deve ser proposto é um conjunto de medidas como instalação de painéis de captação de energia fotovoltaica e melhorias do sistema com implementação de sensorização inteligente, por exemplo. Isso coloca a gente no foco do que a Cedade pretende se transformar, que é numa empresa focada muito em governança ambiental sustentavel, com foco no ambiental muito grande — afirma Soares.

A Cedae não se compromete a remunerar as empresas por estes estudos, o que caberá à ganhadora da licitação. Com o projeto, a empresa tem a expectativa de reduzir gastos, otimizar a operação e contribuir para o tema da sustentabilidade ambiental ao propor o uso de energias de baixo carbono. Sua implementação se dará a partir da transmissão dos serviços para as novas concessionárias, quando a Cedae passará a focar sua atividade na captação e tratamento de água.

— A gente vai captar e tratar a água e com isso vem implementando modernização para ganhar em produtividade e em economia, evidentemente, para trabalhar com custos mais baratos e olhando pelo meio ambiente— garante Soares, destacando que o viés sustentável do PMI está alinhado aos propósitos dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU).

Estudos preliminares apontam que, a adoção de energias renováveis nas plantas da companhia poderia trazer economia anual acumulada de R$ 2,4 bilhões a R$ 7,38 bilhões em até 25 anos. A instalação de plantas de autoprodução de energia nas principais unidades proporcionaria redução significativa das despesas. Atualmente, o valor unitário do megawatt/hora fora dos horários de pico gira em torno de R$ 600, enquanto o valor da energia solar no mercado livre é de R$ 200 em média. Essa e outras possibilidades serão exploradas pelos estudos técnicos.

O PMI cita São Paulo, Bahia, Ceará, Minas Gerais e Piauí como exemplos de estados em que as companhias de saneamento já começaram a investir em estudos de autoprodução, com impactos positivos atraves de benefícios ambientais da geração de energia limpa, além de resultados sociais da geração de empregos com a implantação e operação dos projetos. As empresas interessadas em apresentar propostas terão fazer o levantamento dos dados e pesquisas para estudar a viabilidade e desenhar a modelagem do projeto, que será alvo da licitação.

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