Ceia das crianças precisa de atenção redobrada

Evelin Azevedo
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Com a correria de deixar tudo pronto para a ceia da virada de ano, muitos pais acabam dando menos atenção para alimentação dos filhos. Segundo especialistas, as crianças — principalmente as pequenas — precisam ter sua rotina alimentar mantida. Isto significa que elas devem “furar” a ceia e comer antes, caso seu horário de refeição seja mais cedo que o jantar programado pela família.

— No dia da festa, as refeições e lanches devem ser servidos em horários fixos diariamente, como de hábito, com intervalos suficientes para que a criança sinta fome na próxima refeição. Um grande erro é oferecer ou deixar a criança alimentar-se sempre que deseja, pois assim, não terá apetite no momento das refeições ou poderá comer excessivamente produtos ricos em açúcar, gordura saturada e trans — alerta a nutricionista Luciana Sarmento, do Espaço Stella Torreão.

Crianças que apresentam algum tipo de alergia alimentar demandam ainda mais atenção dos responsáveis neste período do ano.

— Os familiares e amigos devem saber o que ela não pode ingerir. A própria criança, de acordo com sua idade, também deverá ser bem instruída do problema alérgico. É importante evitar alimentos novos nessa época para que não ocorra qualquer tipo de intolerância alimentar — orienta a nutricionista Mônica Cecília Araújo.

Na montagem do prato da criança, além de ter cuidado com os ingredientes aos quais ela tem alergia, é preciso ficar atento t ao tamanho dos alimentos que serão ofertados a ela. Colocar pedaços muito grandes pode provocar engasgo.

— Crianças menores de 4 anos estão particularmente mais vulneráveis a sufocações e engasgamentos, pois suas vias aéreas superiores (boca, garganta, esôfago e traqueia) são pequenas. Não ofereça alimentos redondos e duros, como uva inteira, pipoca, cenoura crua, nozes... Ensine a criança a comer sentada e com a boca fechada. Isso ajudará a prevenir que ela tente falar e comer ao mesmo tempo, corte os alimentos em pedaços bem pequenos, de acordo com o seu desenvolvimento — finaliza Luciana.