De Celso Amorim a Marina Silva: transição leva de volta à cena política ex-ministros de Lula e Dilma

O processo de transição vai trazer de volta à cena personagens que já ocuparam cargos importantes durante os dois primeiros governos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), recém eleito para reassumir o Palácio do Planalto a partir de janeiro, e da gestão da também petista Dilma Rousseff. O vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin, anunciou nesta quarta-feira mais 162 nomes, sendo oito ex-ministros.

A lista de novos integrantes do núcleo de relações externas tem dois ex-chanceleres: Celso Amorim, que ocupou o posto ao longo da gestão Lula, e o tucano Aloysio Nunes Ferreira, titular do Itamaraty durante o governo de Michel Temer. Nunes Ferreira foi um dos primeiros quadros do PSDB a indicar apoio a Lula. Esse grupo conta ainda com Cristovam Buarque, ministro da Educação sob comando do petista, entre 2003 e 2004.

Desde que foi eleito para o terceiro mandato, Lula tem reafirmado que o meio ambiente estará na sua prateleira de prioridades. Três ex-comandantes da pasta foram incorporados à equipe. São eles Marina Silva, uma das favoritas para voltar ao cargo, e Carlos Minc, ambos ex-ministros de Lula, e Izabella Texeira, que ocupou a cadeira por escolha de Dilma.

A área da Agricultura também está recheada de nomes ligados ao passado petista. Foram anunciados ontem dois políticos que chefiaram a pasta por indicação de Dilma Rousseff: Kátia Abreu, de quem a ex-presidente é amiga pessoal, e o deputado Neri Geller. Luis Carlos Guedes, ministro da Agricultura durante primeiro mandato de Lula, também integrará a equipe de transição.

Na comunicação, mais personagens conhecidos, como ex-chefe da Secretaria de Comunicação de Dilma, a jornalista Helena Chagas, e Teresa Cruvinel, também jornalista que presidiu a EBC na administração da petista.

Outro membro do primeiro escalão da época de Dilma, o ex-ministro da Ciência e Tecnologia Celso Pansera passará a integrar o núcleo da transição voltado à área que ele comandou. O grupo responsável pelo desenvolvimento regional contará com o governador do Pará, Helder Barbalho, que foi ministro da Integração Nacional de Temer, assim como da secretaria nacional de Portos e de Pesca e Agricultura de Dilma.

Miguel Rosseto, anunciado nesta quarta como novo integrante da transição no núcleo de desenvolvimento regional, já foi chefe da pasta de Desenvolvimento Agrário quando Lula era presidente e ministro do Trabalho de Dilma. Um outro nome da extrema confiança da ex-presidente foi incorporado à transição, segundo o anúncio de Alckmin. Trata-se de Giles Azevedo, ex-chefe de gabinete de Dilma, que vai contribuir com o grupo de minas e energia.