Celular é encontrado na cela do traficante My Thor em presídio no Rio

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Um celular foi encontrado na cela do traficante Marco Antonio Pereira Firmino, conhecido como My Thor, durante inspeção realizada na manhã deste sábado pela secretaria de Administração Penitenciária do Rio no presídio Gabriel Ferreira Castilho, conhecido como Bangu 3. Como o GLOBO revelou, o criminoso usou o telefone para fazer uma videochamada na última semana. Um “print” obtido mostra o traficante durante a ligação com um de seus comparsas na semana passada.

Segundo a Seap, My Thor foi transferido para a penitenciária Laércio da Costa Pellegrino, conhecida como Bangu 1 e sofrerá sanção disciplinar. "O celular apreendido foi encaminhado à Superintendência de Inteligência da SEAP, onde será submetido à perícia para extração das informações", informou a pasta.

"Ressaltamos que a Secretaria trabalha, intensamente, para combater qualquer tipo de irregularidade dentro das unidades prisionais, realizando ações de fiscalização constantes, em todo o sistema prisional, para impedir o ingresso de materiais ilícitos como celulares e drogas", informou ainda a secretaria.

Considerado um dos chefes do tráfico da maior facção criminosa do Rio, My Thor está no estado há dois meses e meio. Ele voltou ao Rio no dia 8 de março deste ano, após ter permanecido 14 anos e dois meses no sistema penitenciário federal. A última unidade pela qual ele passou foi a penitenciária de Catanduvas, no Paraná.

O retorno de My Thor foi determinado pela Justiça federal do Paraná, sob o argumento de que o traficante já tinha cumprido tempo de pena necessário para progredir do regime fechado para o semiaberto, o que impossibilitaria sua permanência em presídio federal. A Vara de Execuções Penais do Rio concordou com o argumento e também determinou a volta do criminoso. A permanência de My Thor na unidade federal tinha sido pedida pela Polícia Civil do Rio.

Ao voltar para ao estado, o traficante ficou por um mês na penitenciária de segurança máxima Laércio da Costa Pellegrino, conhecida como Bangu 1, e depois foi transferido para Bangu 3, onde está atualmente. A unidade abriga os chefes da maior facção criminosa do Rio.

Para a Polícia Civil, My Thor ainda mantém forte influência na facção integrada por ele. Ele é irmão do também traficante Nicolas Labre Pereira de Jesus, o Fat Family, fugiu do Hospital municipal Souza Aguiar, no Centro do Rio, em junho de 2016. Ele foi morto por policiais da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) na favela de Itaóca, no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, três meses após escapar da unidade de saúde.

My Thor está preso há 21 anos. Atualmente, segundo informações da Polícia Civil, ele chefia o tráfico no Morro da Mina, em Nilópolis, na favela da Galinha, em Inhaúma, Zona Norte do Rio, no Morro Santo Amaro, no Catete, Zona Sul do Rio e do Buraco Quente, em São João de Meriti.