Cem dias de guerra na Ucrânia

O dia 24 de fevereiro mudou para sempre a vida dos ucranianos. Os tanques russos atravessavam a fronteira ao mesmo tempo que Kiev e outras cidades eram atingidas por ataques aéreos. Os civis foram as primeiras vítimas. Milhares foram forçados a refugiar-se em caves e depois começaram a fugir para os países vizinhos.

No início de março, a Rússia percebeu que a ofensiva não ia ser fácil e rápida como previa. As baixas do lado de Moscovo aumentavam no meio da resistência ucraniana e da falta de preparação militar dos invasores.

O presidente Zelenskyy tornou-se um herói e Vladimir Putin um líder cada vez mais isolado.

À medida que a ofensiva russa deixava Kiev e se concentrava no leste do país, deixava um rasto de destruição e sinais de massacres como aconteceu em Bucha. Há milhares de denúncias de crimes de guerra atribuídos aos soldados russos.

A comunidade internacional e principalmente a União Europeia atingiram Moscovo com sanções cada vez mais duras e com o aumento da ajuda militar à Ucrânia. A NATO apareceu mais forte e unida que nunca, depois de anos de estagnação.

Em maio, o curso da guerra mudou. A Rússia foi gradualmente afastada do norte e do oeste. A máquina de guerra do Kremlin, reagrupada e reabastecida, concentra-se agora no leste e no sudeste. Mariupol acabou por cair e a estratégica cidade de Severodonetsk é agora o principal campo de batalha. As forças russas avançam pouco a pouco e os ucranianos esperam o apoio militar prometido pelo ocidente para voltarem a ganhar território.

"A guerra não terá um vencedor"

Numa declaração sobre os 100 dias de “sofrimento, devastação e destruição em grande escala”, o responsável da ONU na Ucrânia, Amin Awad, defendeu esta sexta-feira que a guerra não terá um vencedor. "Precisamos de paz. A guerra tem de acabar“, sublinhou Amin Awad, numa altura em que as negociações entre Kiev e Moscovo estão paradas.

  1. Segundo a Organização das Nações Unidas, "quase 14 milhões de ucranianos foram obrigados a fugir das suas casas, a maioria deles mulheres e crianças”. A ONU confirma a morte de 4200 civis em ataques armados e mais de 4 mil feridos e admite que estes números ficam aquém da realidade.

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