Cem médicos morreram na Bolívia devido à pandemia

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Um agente de saúde boliviano prepara o equipamento para testar as pessoas na Piscina Olímpica de La Paz, em 6 de janeiro de 2021

Cem médicos morreram pela pandemia de covid-19 na Bolívia, que enfrenta uma segunda onda que já ultrapassou o pico de infecções da primeira, informou um líder sindical na quarta-feira (3).

“Chegamos aos cem colegas falecidos e nos últimos meses eles têm aumentado”, disse Edil Toledo, dirigente do Colégio de Médicos do departamento de Santa Cruz (leste).

“Em menos de um mês [janeiro], temos 20 colegas” mortos, acrescentou.

Uma das reivindicações do sindicato, segundo Toledo, é a "adoção de medidas" para conter a disseminação do vírus, além da quarentena obrigatória.

“Nossos jovens colegas estão morrendo, e são muito difíceis de repor. A quarentena rígida é a única forma de tentar estancar o índice de mortalidade”, disse o presidente do Colégio Nacional de Médicos, Wilfredo Anzoátegui.

A Bolívia enfrenta a segunda onda da pandemia desde dezembro.

As infecções somaram uma média de 2.257 por dia na última semana, enquanto na fase mais crítica da primeira onda, na segunda semana de agosto, a média diária foi de 1.477, segundo dados oficiais. E a tendência continua aumentando.

O número diário de mortes subiu na última semana para 56 em média, depois de ter sido inferior a 10 em média ao longo de novembro e grande parte de dezembro, segundo dados oficiais. O registro de mortes pela primeira onda foi de 70 por dia, em média, na primeira semana de agosto.

Desde o início da pandemia em março de 2020, na Bolívia, 220.426 pessoas foram infectadas com covid-19, das quais 10.513 morreram, em uma população de 11,5 milhões de habitantes.

O governo boliviano e os serviços de saúde departamentais argumentam que a população deixou de ser rigorosa no cumprimento das medidas de biossegurança pessoal.

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