Cemitério clandestino em El Salvador é investigado como possível cova coletiva para vítimas de feminicídio

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Mulher segura foto de Rosa Ivett Colindres de Pimentel e do filho assassinados

SAN SALVADOR (Reuters) - Autoridades de El Salvador anunciaram nesta quinta-feira que estavam escavando um cemitério clandestino descoberto na casa de um ex-policial e que pode ter até 40 corpos, e acredita-se que a maioria deles seja de mulheres.

A exumação dos corpos pode levar um mês, disseram as autoridades. Os restos mortais de pelo menos 24 pessoas foram recuperados até agora na casa, que fica no município de Chalchuapa, cerca de 78 quilômetros a noroeste da capital San Salvador.

Pelo menos 10 pessoas enfrentam acusações, de acordo com a Procuradoria-geral do país, entre elas um ex-policial, Hugo Ernesto Osório Chávez, cuja casa está no mesmo terreno em que o cemitério clandestino.

Nem Osório nem seu advogado foram encontrados imediatamente para comentar.

Dezenas de pessoas que acreditam que seus parentes desaparecidos possam estar entre os corpos se reuniram do lado de fora da casa, que está sendo vigiada pela polícia.

A descoberta colocou em foco a questão do feminicídio no país centro-americano de 6,7 milhões de pessoas, e que registrou 70 assassinatos de mulheres no ano passado. Em 2019 foram registrados 111, segundo dados da polícia.

A violência contra as mulheres na América Latina piorou durante a pandemia do coronavírus, de acordo com grupos de assistência.

(Reportagem de Nelson Renteria)

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