Cena de Trindade tocando viola como cramulhão agita a web; entenda a lenda do pacto com o diabo

Gabriel Sater, intérprete de Trindade em 'Pantanal', da TV GLOBO, tem ganhado destaque na trama por conta de sua relação com o cramulhão, que o leva a fazer premonições e ter até uma viola enfeitiçada. Em cena que foi ao na quinta-feira, ele abusou de sua habilidade na hora de tocar o instrumento e deixou Tibério (Guito) e Zé Lucas (Irandhir Costa) de olhos arregalados. "Alguém mais ficou com medo do cramulhão?", brincou Gabriel em seu perfil na rede social. "Eu não!", respondeu Guito. "Melhor cena!", disse um internauta. "Me arrepio toda vez que o cramulhão entra em cena", escreveu outro.

No remake da novela, Trindade, que era vivido por Almir Sater, pai de Gabriel, na primeira versão, em 1990, se apaixona por Irma (Camila Morgado) e diz que seu coração só poderá ser libertado do trato que fez com o diabo se ele o entregar a uma mulher "com cara cara de anja" que atravessa seu caminho.

Cramulhão também é conhecido como Diabinho da Garrafa, Famaliá e Capeta da Garrafa, entre outros nomes. Ele está sempre envolvido em um pacto que é firmado com alguém em troca de algo, pacto este que resulta no aprisionamento da alma e do coração de quem pede.

Entenda o que é cramulhão

Diz a lenda que, feito o tal pacto com o diabo, a pessoa que quer a graça tem que conseguir um ovo, do qual nascerá um diabinho de 15 a 20 centímetros. Mas tem que ser um ovo fecundado pelo próprio diabo. Em algumas Regiões do Brasil, acredita-se que ele pode nascer de uma galinha fecundada pelo diabo; em outras, que seria colocado por um galo, e não por um galinha. Em tempo: ele seria do tamanho de um ovo de codorna.

Conseguir o ovo que vai gerar o cramulhão já seria uma saga. A pessoa tem que procurar durante o período da Quaresma e, na primeira sexta-feira após estar de posse dele, ir até uma encruzilhada, à meia-noite, com o ovo embaixo do braço esquerdo. Após 40 dias, ele é chocado e nascerá o diabinho. É aí que ele entra na garrafa, onde fica bem fechado.

Outra trama, também de Benedito Ruy Barbosa, explorou bem o tema. Em 'Paraíso', de 1982, o peão José Eleutério, interpretado por Kadu Moliterno, era conhecido como Filho do Diabo e se apaixona pela Santinha vivida por Cristina Mullins, vivendo um amor proibido. Segundo a lenda local, Eleutério (Cláudio Corrêa e Castro), o pai do peão, criava um diabinho numa garrafa, o que lhe dava poderes.

Assim como 'Pantanal', a novela teve um remake, em 2009, com adaptação das filhas do autor. E a história permaneceu em cena. Eriberto Leão ganhou o papel que era de Kadu Moliterno e Reginaldo Faria interpretou o seu pai. A trama teve direito a diabinho dentro da garrafa literalmente.

Em 1993, outra novela do mesmo autor embarcou na mesma lenda. Em Renascer, o coronel José Inocêncio (Antônio Fagundes), tinha um diabinho na garrafa e a isso era atribuído seu poder, sua riqueza e seu corpo fechado. Na trama, o personagem Tião Galinha, interpretado por Osmar Prado, que faz o Velho do Rio no remake de 'Pantanal', vai até José Inocêncio para ter dicas de como criar seu próprio diabinho.

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