Ceni descentraliza braçadeira, e 'lideranças técnicas' dividem responsabilidade no Flamengo

Marcello Neves
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Alexandre Vidal - Flamengo / Agência O Globo

Uma das estratégias adotadas por Rogério Ceni para unir o elenco do Flamengo é a divisão de responsabilidades. E uma peça em especial ganhou notoriedade: a faixa de capitão. O treinador passou a dividir para mais atletas do elenco e deu outro foco ao objeto. Quem a assume, tem responsabilidade diante dos companheiros — e principalmente aos mais jovens — dentro e fora de campo.

A avaliação de Ceni e da comissão técnica é de que o Flamengo tem um elenco com muitos líderes e diferentes “perfis de capitães”. Dentre os considerados titulares, seis atletas já usaram a braçadeira: Diego Alves, Everton Ribeiro, Arrascaeta, Willian Arão, Rodrigo Caio e Gabriel Barbosa. Fora Diego Ribas, principal nome em anos anteriores.

Destes, apenas Rodrigo Caio e Gabigol não iniciaram os jogos usando braçadeira, mas a colocaram durante o jogo. Essa diferença de perfis já foi elogiada até mesmo pelo auxiliar-técnico Charles Hembert.

— Este elenco tem muitos atletas experientes, com história no futebol europeu, seleção brasileira e títulos importantes. Temos muitas vozes dentro e fora de campo, que se posicionam, contestam e cobram. Não só nos jogos, mas também nos treinos. Grandes representatividades. Isso ajuda muito o Flamengo — declarou.

Rogério Ceni já confidenciou a pessoas próximas que gosta da presença de inúmeros capitães na equipe. Para ele, são lideranças técnicas. Quem leva a braçadeira acaba servindo de exemplo para os mais jovens, e acaba ajudando no desenvolvimento daqueles que sobem da base.

— Hoje, o Flamengo é privilegiado pela estrutura e pelo elenco que tem. Além de ser uma honra, trabalhar aqui é um aprendizado — completa Hembert.