Censo 2022: IBGE prorroga coleta de dados até dezembro

Censo 2022: IBGE prorroga coleta de dados até dezembro
Censo 2022: IBGE prorroga coleta de dados até dezembro
  • A previsão inicial era encerrar a coleta até o 31 de outubro;

  • Apenas cerca de metade da população foi recenseada até o momento;

  • O diretor do IBGE diz que o maior problema foi o recrutamento de recenseadores.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) decidiu prorrogar o prazo para encerrar a coleta do Censo 2022 até o início de dezembro. A previsão inicial era encerrar os trabalhos até 31 de outubro. Apesar da alteração, o instituto manteve o compromisso de divulgar os resultados até o final de dezembro.

De acordo com Cimar Azeredo, diretor de Pesquisas do IBGE, apenas cerca de metade da população foi recenseada até o momento. Como a coleta de dados começou a ser feita no dia 1º de agosto, foram necessários cerca de dois meses para alcançar o número atual de recenseados.

“A grande dificuldade que se encontrou foi de recrutamento de recenseadores, portanto o IBGE está tomando decisões importantes para aumentar a possibilidade de recrutamento e concluir, com isso, a operação do Censo Demográfico 2022”, disse Azeredo, em vídeo divulgado nesta segunda (4) no site do IBGE.

Segundo as informações divulgadas pelo IBGE, até o momento, já foram coletados dados de 104 milhões de pessoas ao redor do Brasil, em mais de 36 milhões de domicílios. A maior parte do problema está relacionada a falta de pessoal para trabalhar como recenseador em algumas regiões do Brasil.

Cidadão pode pagar multa se não responder às perguntas

A participação no Censo é obrigatória, conforme apontado pela Lei nº 5.534, de 14 de novembro de 1968. “Toda pessoa natural ou jurídica de direito público ou de direito privado que esteja sob a jurisdição da lei brasileira é obrigada a prestar as informações solicitadas pelo IBGE”, diz.

Quem se recusar a prestar as informações solicitadas ou mentir nas respostas está sujeito a pagar multa de até dez vezes o valor do salário-mínimo, se for infrator primário; se reincidente, pode ser cobrado até o dobro desse valor. Caso o cidadão informe os dados dentro do prazo fixado no auto da infração, consegue escapar da cobrança. Mas mesmo que o valor seja desembolsado, a pessoa continua sendo obrigada a participar do levantamento.