Centenas de migrantes são resgatados por embarcações humanitárias na costa italiana

Mais de 600 pessoas que tentavam cruzar o Mediterrâneo a bordo de um navio de pesca à deriva foram resgatadas neste sábado (23) por um navio mercante e pela guarda costeira na Calábria, no extremo sul da Itália. Eles foram desembarcados em vários portos da Sicília. As autoridades também recuperaram cinco corpos de migrantes que morreram em circunstâncias até agora indeterminadas.

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Entre 1º de janeiro e 22 de julho, 34.000 pessoas chegaram à Itália pelo mar, em comparação com 25.500 durante o mesmo período de 2021 e 10.900 em 2020, informou o Ministério do Interior da Itália.

Na ilha de Lampedusa, cerca de 522 pessoas do Afeganistão, Paquistão, Sudão, Etiópia e Somália, entre outros, chegaram desde a madrugada de sábado em 15 barcos diferentes da Tunísia e da Líbia. De acordo com a mídia italiana, o centro de recepção da ilha está sobrecarregado. Com capacidade para cerca de 300 pessoas, o local acolhe atualmente 1.200.

A ONG Sea-Watch informou que realizou quatro operações de resgate no sábado. "A guarda costeira italiana trouxe para terra uma mulher grávida acompanhada de seu marido e uma criança com queimaduras graves com seus pais. As 439 pessoas restantes ainda aguardam um porto seguro", disse em sua conta no Twitter.

A OceanViking, operada pela organização não-governamental SOS Mediterranee, informou na tarde de domingo (24) que resgatou "73 pessoas, incluindo um bebê de um ano de idade, de um barco de borracha sem condições de navegar parcialmente esvaziado". No Twitter, a ONG acrescentou que "268 sobreviventes estão agora a bordo, incluindo mais de 100 menores desacompanhados".

A rota de migração do Mediterrâneo Central é a mais perigosa do mundo. A Organização Internacional para as Migrações estima que 990 pessoas morreram e desapareceram desde o início do ano.

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