Centenas se reúnem em Taiwan para marcar aniversário da repressão na praça Tiananmen

Manifestantes protestam em Taiwan no aniversário da repressão da China na praça Tiananmen.

Por Sarah Wu e Jessie Pang

TAIPÉ/HONG KONG (Reuters) - Centenas de pessoas se reuniram em Taipé neste sábado para marcar o aniversário da sangrenta repressão da China contra manifestantes pró-democracia na praça Tiananmen, em Pequim, 33 anos atrás.

Administrada pela China, Hong Kong movimentou pesadas forças de segurança para impedir qualquer protesto, no aniversário do dia em que as tropas chinesas abriram fogo para encerrar uma manifestação liderada por estudantes no centro de Pequim. A China nunca confirmou o número total de mortos dos eventos de 4 de junho de 1989, mas grupos de direitos humanos e testemunhas afirmam que os números podem chegar a milhares.

A China proíbe celebrações públicas do evento no continente, e autoridades de Hong Kong também as têm reprimido, tornando a democrática Taiwan a única parte do mundo que fala chinês onde ele pode ser lembrado abertamente.

"É um símbolo de como a democracia é preciosa e frágil ao mesmo tempo, e como as pessoas que se importam com a democracia precisam tomar uma posição ou os autoritários acharão que as pessoas não se importam", disse o autor Jeremy Chiang.

Ativistas montaram uma nova versão do "Pilar da Vergonha" - uma estátua homenageando os manifestantes de Tiananmen, que uma importante universidade de Hong Kong retirou de seu campus em dezembro, onde estava há mais de duas décadas.

A líder de Hong Kong, Carrie Lam, afirmou esta semana que qualquer evento para comemorar os mortos na repressão de 1989 estaria sujeito às leis de segurança nacional.

Centenas de policias, alguns com cães farejadores, fizeram patrulha e revistas. Na última vez que houve uma vigília em Hong Kong, em 2019, mais de 180 mil pessoas compareceram, segundo estimativas dos organizadores.

A China impôs uma lei de segurança nacional contra Hong Kong em junho de 2020, punindo com prisão perpétua atos de subversão, terrorismo e conluio com forças estrangeiras. Pequim afirmou que a lei é necessária para restaurar estabilidade, após protestos anti-governo em 2019.

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