Centrais sindicais defendem exigência de comprovante de vacinação no trabalho e criticam medida do governo

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BRASÍLIA- Nove centrais sindicais divulgaram uma nota contra portaria do governo que proíbe a demissão de funcionários que não tenham se vacinado contra Covid-19. No documento "A vida é um direito acima de todos", as organizações afirmam que a medida gera um ambiente de insegurança e defendem o comprovante de vacinação para ter acesso a locais públicos e mesmo frequentar o ambiente de trabalho.

Na segunda-feira, o governo federal editou portaria que determina que a exigência de comprovante de imunização para a contratação ou manutenção do emprego será classificada como prática discriminatória. Com isso, as empresas não poderão demitir por justa causa funcionários que não apresentarem a carteira de vacinação.

"Esse governo que agora retira a obrigatoriedade de vacina e que contraditoriamente determina que as empresas façam testagem em massa nos trabalhadores, é o mesmo que jogou testes no lixo e que trata a Covid-19 como "gripezinha". Sob o pretexto de privilegiar o direito individual a Portaria do MTE fere o direito constitucional de assegurar a saúde e segurança no ambiente do trabalho", diz o texto.O texto menciona as mais de 600 mil famílias brasileiras que perderam entes para o coronavírus e cita "total falta de sensibilidade e empatia" por parte do governo federal. As centrais sindicais afirmam que a vacinação é responsabilidade com o coletivo e cita decisão do STF sobre o tema, que prevê a possibilidade de exigência do comprovante vacinal. Assinam a nota a CUT, a Força Sindical, a CTB, a UGT, a CSB, NCST, a CSP-Conlutas, a Central da Classe Trabalhadora e a Pública Central do Servidor.

"Defendemos a ampla cobertura vacinal, a necessidade de apresentar o comprovante de imunização para frequentar lugares públicos, inclusive no ambiente de trabalho, assim como a atenção aos protocolos de segurança e contenção da pandemia", afirma a nota.

No último sábado, o presidente Jair Bolsonaro destacou o programa de vacinação do país durante discurso no G20. Apesar disso, Bolsonaro é o único chefe de estado do grupo que ainda não se vacinou contra covid-19. O presidente dá declarações reiteradas contra a vacina, inclusive com uso de informações falsas sobre os imunizantes. Há cerca de duas semanas, Bolsonaro chegou a atrelar a vacina contra a doença ao HIV. Diante das declarações, a live do presidente foi derrubada pelo Facebook.

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