'Centrão' consulta Bolsonaro sobre liberação de jogos de azar

Foto: REUTERS/Adriano Machado

Deputados do grupo conhecido como “Centrão” tem trabalho para liberar a abertura de cassinos no país. Jair Bolsonaro chegou a ser consultado para saber a posição do governo diante do projeto, mas não deu uma resposta definitiva. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Ainda de acordo com a publicação, o presidente teria dito aos deputados que precisaria consultar a chamada bancada evangélica, que é contra o projeto, mas já admite discutir uma alternativa.

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Marcelo Crivella (Republicanos), prefeito do Rio de Janeiro e bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus, defende a legalização do jogo de azar, mas apenas para estrangeiros.

Apesar da consulta aos evangélicos, Bolsonaro diz não concordar com a liberação do caça níquel porque “país de família” podem gastar boa parte do seu salário em jogos.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), é favorável à legalização de cassinos, mas restrita a resorts. Um projeto de lei autorizando a exploração de jogos de azar em todo o país está pronto para ser votado. Duas propostas com conteúdo defendido por Maia foram anexadas ao texto e ele se mostra inclinado a pautar a discussão da medida.

Ao Estado, Silas Câmara (Republicanos-AM), coordenador da Frente Parlamentar Evangélica na Câmara, afirma que o grupo seria, em maioria, contra a ideia, mas que o debate é possível. O deputado citou a possibilidade de vício, prostituição e corrupção como razões para vetar o projeto.

Durante a campanha eleitoral de 2018, Bolsonaro negou que ser favorável a abertura de cassinos. “Vou legalizar cassinos no Brasil? Dá para acreditar em uma mentira dessas?”, disse o então candidato em vídeo postado nas redes sociais. “Nós sabemos que o cassino aqui no Brasil, se tivesse, seria uma grande lavanderia, serviria para lavar dinheiro. E também para destruir famílias. Muita gente iria se entregar ao jogo.”