Centro Esportivo Waldir Pereira, o Didi, será reformado e reaberto à população

Operários trabalham junto ao campo de futebol, que terá a grama sintética trocada por saibro

RIO — Depois de ficar fechado durante dois anos, o Centro Esportivo Waldir Pereira, o Didi, no Recreio, será reformado, e a previsão é que seja entregue à população até abril. As obras do espaço público, orçadas em R$ 354 mil, já foram licitadas. Um outro contrato, com duração de um ano, destina R$ 1 milhão para a gestão esportiva do local, que ficará a cargo de uma empresa.

O secretário municipal de Esportes e Lazer, Gustavo Freue, lembra que o Didi sempre foi um lugar emblemático e até já abrigou a sede da pasta da qual hoje é titular:

— Mas infelizmente vem passando por processo de degradação permanente nos últimos anos. Conseguimos que o prefeito liberasse alguma verba. Ainda é pouco, mas já é um começo.

A iluminação do equipamento será refeita, assim como o alambrado, e os telhados e pisos das salas vão ser recuperados. O campo, que era de grama sintética, passará a ser de saibro e terá uma pista de atletismo ao redor.

— Nossa expectativa é que o espaço tenha cerca de 1.500 pessoas matriculadas nas atividades que serão oferecidas — estima Freue. — Também estamos tentando trazer a sede do Conselho Tutelar para cá. É uma forma de retomar a importância do local.

Em 2017, depois de ficar fechado por um ano, o Didi foi reaberto como vila olímpica, a primeira da região. No entanto, um problema com a empresa que, à época, venceu a licitação encerrou o contrato.

— A empresa ficou três meses, mas desviou o dinheiro e quebramos o contrato. A prefeitura sequer fez o segundo repasse. Tinha sido a primeira vez que essa empresa vencia uma licitação, então acho que o que aconteceu foi por inexperiência — conclui Gustavo Freue, secretário municipal de Esportes e Lazer.

Freue informa que a atual firma vencedora da licitação já trabalha em outros dois equipamentos da prefeitura:

— Vamos fiscalizar e acompanhar de perto todo o trabalho.

A piscina do Didi, embora seja pequena, também será reformada. A ideia é que ela seja utilizada durante as aulas de hidroginástica para a terceira idade.

— A gestora do espaço é que vai definir quais atividades serão oferecidas à população. Geralmente, pela manhã, são aulas para a terceira idade; a parte da tarde fica para as crianças; e, a noite, para os adultos — explica Freue.

Mesmo com obras por fazer, o Didi foi reaberto por Freue há seis meses para que professores voluntários dessem aulas de zumba, luta e funcional para cerca de 300 pessoas da comunidade. Augusto Cesar Cunha, professor voluntário de artes marciais no Didi, exalta a iniciativa:

— O Didi tem um potencial enorme e tem um papel muito importante para quem mora no entorno. Com esse novo contrato, percebemos uma chance de desenvolver o esporte aqui.

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