CEO da Cathay Pacific, Rupert Hogg, pede demissão

(Arquivo) O diretor geral da Cathay Pacific, Rupert Hogg, em Hong Kong

A Cathay Pacific anunciou, nesta sexta-feira, a demissão do CEO Rupert Hogg, poucos dias depois do governo da China ter criticado a companhia aérea porque alguns de seus funcionários apoiaram o movimento pró-democracia em Hong Kong.

Em um comunicado enviado pela Cathay Pacifica à Bolsa de Hong Kong, a empresa afirma que Hogg pediu demissão para "assumir a responsabilidade, como líder da empresa, pelos recentes acontecimentos".

Hogg foi substituído por Augustus Tang, executivo do grupo Swire, um conglomerado com sede em Hong Kong que é o principal acionista da Cathay.

Outro executivo da companhia aérea de Hong Kong, o diretor de Atendimento e Assuntos Comerciais Paul Loo, também anunciou sua demissão, alegando as mesmas razões que Hogg, segundo o comunicado.

A Cathay Pacific provocou na semana passada a revolta dos nacionalistas chineses depois que alguns de seus 27.000 funcionários participaram nas manifestações pró-democracia em Hong Kong ou expressaram apoio ao movimento iniciado há 10 semanas.

Os diretores de Cathay se apressaram a tranquilizar Pequim e se distanciaram da mobilização pró-democracia, prometendo na segunda-feira demitir todos os funcionários que participaram ou apoiaram as "manifestações ilegais".

A Cathay Pacific demitiu desde então quatro funcionários, incluindo dois pilotos.