CEO da AfroSaúde diz que paixão pela solução não deve tirar foco em pitch

Arthur Lima, CEO e co-fundador da AfroSaúde, tem como estratégia apresentar o seu time logo na abertura de um pitch. “Mais importante que mostrar o que a empresa faz, é mostrar quem faz a empresa”, afirma o dentista e empreendedor soteropolitano.

Na visão do co-fundador da startup que conecta pacientes a profissionais da saúde negros, após a apresentação do time é importante destacar o problema que o negócio quer atacar e o tamanho do público que ele atinge. “A gente acaba se apaixonando muito pela solução e esquece do problema”, afirma Lima. Para impactar a audiência com o problema que a AfroSaúde combate, o CEO costuma abrir as apresentações de pitch com a seguinte pergunta: “por quantos médicos negros você já foi atendido?”.

Após apresentar o problema, Lima sugere o seguinte passo a passo para conquistar os investidores: explicar a solução proposta pela empresa, apresentar o modelo de negócio e apresentar um orçamento detalhado e consistente para arrematar a captação dos recursos.

Healthtech conecta pacientes a profissionais negros

Hoje, a startup oferece um plataforma completa que acompanha toda a jornada do paciente: da busca de profissionais com filtro por região ao agendamento e pagamento online de consultas, que podem ser presenciais ou à distância pela própria ferramenta de telemedicina da AfroSaúde. Para os mais de mil profissionais cadastrados, a plataforma funciona como uma clínica digital e também como um sistema de gestão dos seus clientes e atendimentos.

Acadêmico e empreendedor

Natural de Salvador, Arthur Lima é dentista especialista em Saúde da Família e mestre em Saúde, Ambiente e Trabalho pela Faculdade de Medicina da Bahia, onde pesquisou e escreveu sobre a relação entre saúde mental e trabalho. Em 2019, fundou, ao lado do jornalista Igor Leo Rocha, a AfroSaúde, com a missão de conectar pacientes a profissionais da saúde negros. Ao longo dos últimos anos, a plataforma já viabilizou mais de mil atendimentos, sendo 90% deles direcionados à saúde mental da população negra. Em 2020, o soteropolitano foi eleito pela Revista Forbes Brasil como “Forbes Under 30” e foi reconhecido pelo MIPAD 100 como “Um dos 100 Afrodescendentes Mais Influentes do Mundo”