CEO da Microsoft pede que EUA criem sua própria lei de proteção de dados

Patrícia Gnipper
Satya Nadella, durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, disse que uma lei de proteção de dados é necessária nos EUA, válida em todo o território nacional. Ainda, disse que EUA, Europa e China devem se unir para estabelecer um padrão global nesse sentido

Em entrevista durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, Satya Nadella, CEO da Microsoft, elogiou a GDPR (que regulamenta a proteção de dados na Europa) e disse que os Estados Unidos deveriam seguir o exemplo e fazer o mesmo — ou seja, criar uma lei que regulamente a coleta e uso de dados de usuários de serviços online em todo o território nacional).

"Meu ponto de vista sobre a GDPR é que é um começo fantástico em realmente tratar a privacidade como um direito humano. Espero que nos Estados Unidos tenhamos algo que esteja na mesma linha", declarou o CEO. Nadella não está sozinho nessa linha de pensamento, e Tim Cook, CEO da Apple, recentemente deu uma entrevista à revista Time em que também pedia aos EUA para que controlassem os dados coletados por empresas de internet, ajudando os consumidores a preservarem sua privacidade, ou ao menos tendo mais meios de controlar o que as empresas podem ou não coletar a seu respeito.

Também participando do Fórum está Brad Smith, presidente da Microsoft, que descreveu o ano de 2018 como "um divisor de águas" para a indústria da tecnologia, enfatizando que novas leis de privacidade de dados nos EUA são inevitáveis. Ainda, Nadella foi além, dizendo que a regulamentação de dados deveria ser uma questão global, e não apenas limitada a países e grupos de países (como no caso da Europa).

"Na verdade, espero que em todo o mundo, todos nós miremos em um padrão comum. Espero que todos nos unamos, os Estados Unidos e a Europa primeiro, e a China. Todas as três regiões terão de se unir e estabelecer um padrão global", disse o CEO da Microsoft. Vale lembrar que, aqui no Brasil, já temos a Lei Geral de Proteção de Dados, inspirada no regulamento europeu, aprovada em julho do ano passado.


Fonte: Canaltech