CEO deixa Botafogo e processa John Textor

Jorge Braga ocupava a pasta no Botafogo desde 2021 e sai em pé de guerra com o clube.
Jorge Braga ocupava a pasta no Botafogo desde 2021 e sai em pé de guerra com o clube. Foto: (Vitor Silva/Botafogo)

Jorge Braga, que até hoje ocupava o cargo de CEO do Botafogo, está deixando o clube da Estrela Solitária em um clima tenso. Braga entrou na Justiça do Rio de Janeiro contra a SAF (Sociedade Anônima do Futebol) do Botafogo e contra John Textor, acionista majoritário da SAF, por ter perdido a autonomia de seu trabalho, esvaziamento de função e a falta do pagamento de salário.

Em carta assinada à torcida do Botafogo, Jorge Braga, que chegou em março de 2021 ao clube, informou que encerra seu ciclo no clube e que foi uma honra ter servido ao Glorioso: "À Toda Torcida Botafoguense, Hoje encerro meu ciclo no Glorioso com um só sentimento: o de realização. Lembro que ao receber o convite, logo vi o tamanho da responsabilidade que seria liderar um clube desta magnitude em seu processo de transformação em SAF. Ao mesmo tempo, não pensei duas vezes: ajudar o Botafogo a retomar o caminho das glórias era uma missão que precisava ser cumprida. Em todos os aspectos, sempre será uma honra poder lembrar que meu nome está escrito em algumas das incontáveis páginas da história gigantesca e cheia de tradição deste clube. Chegar até aqui, no entanto, não seria possível sem a ajuda de tantos colaboradores, colegas de trabalho e, claro, sem o apoio dessa apaixonada torcida, que sempre me emocionou com seu carinho e respeito pelo meu trabalho. Gostaria também que todos que vestiram e suaram a camisa do Botafogo junto comigo se sentissem abraçados e recebessem o meu sincero muito obrigado. Em especial, quero agradecer o apoio e respaldo dos Presidentes Durcésio Mello, Mauro Sodré e André Souza, dos Conselheiros João Pedro Figueira, Marcelo Figueira, Fred Bastos, os beneméritos Fernando Pereira, Claudio Good, João e Walter Salles e os talentosos Laércio Paiva e André Chame, que nunca abandonaram a luta pela profissionalização. Quem viu como estava o Botafogo e o que ele se tornou quando da sua transformação em SAF talvez não lembre dos tempos difíceis que insistiam em permanecer. Equalizar contas, renegociar e honrar dívidas, manter salários em dia, introduzir uma nova mentalidade de trabalho, criar e proteger uma cultura de responsabilidade financeira, recrutar, capacitar e treinar os novos gestores, são apenas alguns dos aspectos que foram fundamentais tanto para a atração dos investidores, como também para garantir a transição suave nos primeiros meses da nova empresa constituída".

Leia também:

Já o clube, também através de nota oficial, alegou que Jorge Braga havia abdicado do cargo de CEO após a concretização da SAF e teria quebrado suas obrigações e deveres profissionais.

Leia a nota do Botafogo: "Confirmamos que Jorge Braga não está mais vinculado à SAF Botafogo. O Clube buscará novos caminhos de gestão e está investindo em todas as áreas corporativas e do futebol, alinhado com o perfil executivo definido e liderado diretamente por John Textor. Em relação ao Sr. Jorge Braga, é evidente que o mesmo abdicou do cargo de CEO quase imediatamente após a concretização da SAF, resultando na quebra das obrigações e deveres profissionais. Braga agora busca o pagamento do Clube Social e da SAF por serviços que foram de fato realizados por terceiros, resultando, infelizmente, em uma disputa judicial. A nossa atenção não será desviada. Nosso planejamento estratégico para os próximos anos visa um Botafogo forte e vencedor dentro e fora de campo, com seus torcedores orgulhosos e reposicionando nossa marca no mercado à altura de sua grandeza. Todos os esforços estão direcionados na construção de um projeto baseado em muito trabalho, ética empresarial e excelência competitiva. O Botafogo será conduzido por aqueles que estão totalmente alinhados e comprometidos com estes ideais. Nossa equipe é escolhida e está a serviço dos escolhidos".